20 Set, 2021

Nunca houve tão poucos médicos em regime de exclusividade no SNS

Clínicos ao abrigo deste regime já correspondem a menos de 24% do total. Sindicatos pedem ao governo que avance com novo regime.

É o valor mais baixo desde sempre. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) tinha, em agosto deste ano, 4480 médicos especialistas em exclusividade, revelam os dados do Ministério da Saúde, citados pelo Público. Feitas as contas, correspondem apenas a 23,8% dos 20.320 especialistas a trabalhar nos hospitais públicos e nos centros de saúde.

Nos últimos cinco anos, 1284 médicos deixaram de trabalhar ao abrigo deste regime, criado em 1990 e extinto em 2009 (só em 2020, saíram 365 clínicos). A maior parte deste profissionais aposentaram-se, outros continuam a ser exercer mas fora do SNS.

O governo prepara agora a concretização do novo regime, que designa como “dedicação plena”. Contudo, ainda não se conhecem os moldes desse novo regime nem a data de entrada em vigor.

Tanto os partidos mais à esquerda como os sindicatos médicos pedem que o novo regime avance já em 2022. “É uma exigência antiga, a grande mais-valia será conseguir que os médicos permaneçam no SNS. São profissionais diferenciados e, se se dedicarem apenas ao SNS, terão a possibilidade de conseguir um nível de produção diferente, mesmo em termos de qualidade”, sublinha o presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fnam), Noel Carrilho.

“O que temos assistido, desde há mais de três anos, é ao anúncio da dedicação exclusiva, mas o Governo não passa da palavra aos atos”, critica Jorge Roque da Cunha, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

SO
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