30 Ago, 2021

Nova variante mais infecciosa detetada na África do Sul já terá chegado a Portugal

Mutação da variante sul-africana é mais infecciosa e já se terá espalhado a pelo menos sete países, entre os quais Portugal, revela um estudo.

Uma nova variante, a a C.1.2, identificada na África do Sul em maio, já terá chegado a Portugal, segundo um estudo conduzido pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis do país e da Plataforma de Inovação e Sequenciamento de Pesquisas Kwazulu-Natal.

A investigação, publicada a 24 de agosto na plataforma medRxiv, ainda não foi revista pelos pares, pelo que as conclusões são ainda preliminares. Segundo o estudo, a nova variante, que resulta da mutação da variante sul-africana C.1 (identificada em janeiro), poderá ser mais infeciosa do que as restantes e mais resistente às vacinas.

A nova variante foi detetada na África do Sul pela primeira vez em maio de 2021 e entretanto ter-se-á espalhado a pelo menos sete países. Em junho, terá chegado a Inglaterra e à China. E a 13 de agosto já terá sido detetada na República Democrática do Congo, Maurícia, Nova Zelândia, Suíça e Portugal. O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) confirmou esta terça-feira que foi registado um caso desta variante no mês de maio em Portugal, na ilha da Madeira.

Desde aí, não se verificou confirmação laboratorial de qualquer caso da variante “nas mais de 3 mil amostras entretanto analisadas”. Desta forma, não se conhecem cadeias de transmissão associadas a esta variante, “nem é de esperar que venha a existir uma evolução de crescimento da sua frequência“, esclarece o INSA.

De acordo com o estudo, a estirpe C.1.2 sofre cerca de 41,8 mutações por ano, um ritmo duas vezes mais rápido em comparação com outras variantes.

SO

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