2 Nov, 2021

Nova maternidade de Coimbra terá três unidades de internamento com 90 camas

A nova maternidade implica investimento de 45 milhões de euros e deverá estar concluída em 2024.

A nova maternidade a construir junto ao Hospital da Universidade de Coimbra (HUC), um investimento de 45 milhões de euros que deverá estar concluído em 2024, terá três unidades de internamento com 90 camas, revelou fonte hospitalar.

Em informação hoje disponibilizada à agência Lusa, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) afirma que o novo edifício do Departamento de Ginecologia, Obstetrícia, Reprodução e Neonatologia possuirá uma área bruta total de 24 mil metros quadrados (m2), dos quais 17.500 m2 de prestação de cuidados, e o restante para estacionamento.

Segundo a nota, a área de prestação de cuidados inclui três unidades de internamento com capacidade de 90 camas (30 camas em cada uma), “todas elas distribuídas por enfermarias de uma cama, ainda que prevendo espaço para uma segunda cama, de modo a poder responder a picos de procura excecionais ou encarar sem problemas eventuais crises pandémicas”.

“Alguns dos quartos serão dotados de pressão negativa de modo a poder atender utentes infetadas, sem perigo para a generalidade das utentes internadas”, adianta.

A nova maternidade possuirá também uma área de cuidados intensivos e intermédios neonatais, “com capacidade para internar em simultâneo 28 bebés (12 em cuidados intensivos e 16 em cuidados intermédios)”.

A área de urgência da futura unidade hospitalar “destinada a atendimento de utentes de ginecologia, obstetrícia e neonatologia” incluirá quatro postos de triagem, oito de observação clínica e meios auxiliares de diagnóstico próprios.

Será complementada como um bloco de partos “com 14 salas de parto, duas das quais preparadas para partos dentro de água, espaço destinado à realização de cirurgias de emergência ou partos eutócicos [parto normal, sem necessidade de intervenção médica] e sala de reanimação de recém-nascidos”, entre outras valências.

Uma área de ambulatório com 26 gabinetes de consulta externa, quatro gabinetes de prestação de cuidados de enfermagem e seis salas para meios auxiliares de diagnóstico e terapêutica – onde se incluem uma zona de recobro para exames invasivos e uma zona de ensino de grávidas – farão igualmente parte do novo edifício, que terá ainda uma área de bloco operatório e outra destinada “a ensino e formação permanente, com duas salas de aula, biblioteca de apoio e três gabinetes polivalentes”.

Já a área de estacionamento anexa à nova maternidade permitirá o aparcamento de 270 automóveis “com espaços destinados a grávidas e pessoas com outras limitações de mobilidade (25 lugares) dispondo, ainda, de espaços próprios para estacionamento de bicicletas e de motos”.

O anúncio da localização e construção da nova maternidade de Coimbra foi feito no dia 19, no Salão Nobre da Câmara Municipal, numa conferência que juntou o presidente do CHUC, Carlos Santos, e o novo presidente do município, José Manuel Silva.

Na altura, Carlos Santos disse que a escolha da localização (numa atual zona de estacionamento do Hospital da Universidade de Coimbra) foi feita “por razões fundamentalmente técnicas e por razões fundamentalmente clínicas”, salientando que todos os pareceres defendiam a necessidade de que a sua construção fosse junto aos HUC, face à necessidade de garantir a segurança das grávidas.

José Manuel Silva, por seu turno, classificou como “uma situação de emergência médica a construção da nova maternidade”, apoiando a decisão já comunicada à Câmara de Coimbra pelo Ministério da Saúde.

O concurso para o projeto de arquitetura foi lançado no dia 19 e o presidente do CHUC disse esperar que a maternidade – cuja infraestrutura custará 38 milhões de euros, a que se somam 6,8 milhões em equipamento – possa ser inaugurada em dezembro de 2024.

LUSA

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