8 Jun, 2020

Hospital dos Covões: Ministra diz desconhecer intenção de encerrar Urgência

Marta Temido afirma não ter conhecimento da intenção de o CHUC vir a encerrar a Urgência do Hospital dos Covões e diz que qualquer decisão tem de ser técnica.

“Não tivemos ainda nenhuma abordagem formal quanto a esse tema, nem pela Administração Regional de Saúde do Centro, nem pelo conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra”, respondeu Marta Temido.

Questionada sobre a reestruturação do Serviço de Urgência para o nível básico a partir de julho, e a possibilidade de mais tarde vir a encerrar, Marta Temido disse ter tido conhecimento do assunto “pela leitura das notícias” e prometeu que qualquer decisão tem de ser técnica.

“As alterações às redes de referenciação hospitalar, sejam elas de urgência, sejam elas de qualquer outra valência, são processos complexos e que envolvem decisões técnicas“, acentuou a ministra da tutela.

Marta Temido realçou que as “carteiras de serviços das instituições” não são definidas “apenas pelas próprias instituições”.

Quanto à reestruturação do Serviço de Urgência para uma situação mais próxima da anterior à pandemia, a governante sublinhou ser “desejável”.

“As enfermarias afetas à atividade Covid-19 serem utilizadas para atividade não Covid, isso é desejável. Tomáramos nós podermos fazer isso em todas todos os hospitais do país”, acrescentou a ministra.

Segundo Marta Temido, essa alteração resulta da “evolução da situação epidemiológica” na região e considera o contributo do CHUC e da unidade a funcionar no Hospital dos Covões um “apoio absolutamente decisivo para os resultados” alcançados.

“Neste momento o regresso à normalidade da atividade deste local é desejável, mas precisaremos continuar a contar com esta disponibilidade para um eventual recrudescimento da doença”, vincou a ministra com a tutela da Saúde.

O presidente do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), Fernando Regateiro, realçou a 24 de maio a importância do Hospital dos Covões para acolher “funções assistenciais relevantes” e negou o esvaziamento de competências.

“Não há qualquer intenção do conselho de administração deixar de o utilizar para nele localizar funções assistenciais relevantes, à luz da resposta global que o CHUC tem o dever de organizar para a procura atualmente registada e que preveja para o futuro”, afirmou Fernando Regateiro, numa nota enviada à agência Lusa.

SO/LUSA

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