Mais de 36 mil rastreios ao cancro oral na nova fase do programa nos Açores
A segunda fase do programa de rastreio do cancro da cavidade oral nos Açores já ultrapassou os 36 mil exames, com uma participação superior à registada anteriormente. O Governo Regional destaca os resultados e reforça a aposta na prevenção e no acesso aos cuidados de saúde oral.

A segunda fase do Programa de Intervenção no Cancro da Cavidade Oral nos Açores já realizou 36.354 rastreios, alcançando uma taxa de participação de 29,3%, um resultado superior ao obtido na primeira fase da iniciativa, revelou o Governo Regional.
A informação foi avançada no âmbito do Dia Mundial da Saúde Oral, assinalado esta quarta-feira, com a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, a sublinhar o compromisso do executivo açoriano na promoção da saúde oral.
Citada em comunicado, a governante destacou os “excelentes resultados” do programa, coordenado pelo Centro de Oncologia dos Açores, apontando-o como um exemplo do investimento na prevenção e na melhoria do acesso aos cuidados de saúde.
O programa inclui rastreios anuais dirigidos a grupos etários específicos, bem como consultas para casos sinalizados, além da distribuição do Boletim Individual de Saúde Oral (BISO 40+), instrumento que permite reforçar a vigilância e encaminhar atempadamente os utentes para tratamento especializado.
Entre as medidas implementadas, Mónica Seidi salientou também a renovação de equipamentos, nomeadamente a substituição de 12 cadeiras de medicina dentária em unidades de saúde de várias ilhas, num investimento de cerca de 350 mil euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência. As novas cadeiras foram distribuídas por unidades em São Miguel, Terceira, Faial, São Jorge e Flores.
Relativamente ao programa Cheque-Dentista, a responsável afirmou que os resultados têm sido positivos desde a sua implementação, em outubro de 2025. Até ao momento, foram registados cerca de 134 pedidos de adesão, a maioria na ilha de São Miguel, seguindo-se São Jorge.
Este mecanismo permite aos utentes aceder a cuidados junto de prestadores aderentes, suportando apenas 5% do custo total dos tratamentos, sendo apontado pelo executivo como uma medida relevante para promover maior equidade no acesso à saúde oral na região.
A secretária regional assegurou que a estratégia será reforçada, com foco na prevenção, no acesso universal e na valorização dos profissionais de saúde.
Nesse sentido, o Governo dos Açores pretende avançar ainda este ano com a criação da carreira de médico dentista no Serviço Regional de Saúde, com o objetivo de melhorar a resposta assistencial e garantir melhores indicadores de saúde oral para a população.
LUSA/SO
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