21 Jul, 2026

Assinatura do contrato para o curso de Medicina na UTAD adiada para data a anunciar

A formalização do contrato-programa que permitirá o arranque do Mestrado Integrado em Medicina na UTAD foi adiada e deverá acontecer em breve. O novo reitor garante que o documento está a ser ajustado, mas assegura que não existem questões que ponham em causa o início do curso.

Assinatura do contrato para o curso de Medicina na UTAD adiada para data a anunciar

A assinatura do contrato-programa que formaliza o arranque do Mestrado Integrado em Medicina na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), prevista para esta segunda-feira, foi adiada e deverá realizar-se em breve, adiantou o novo reitor da instituição, João Barroso.

O documento deveria ter sido assinado pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e pela universidade, após a cerimónia de tomada de posse do novo reitor.

Em declarações aos jornalistas, João Barroso classificou o processo como uma das prioridades imediatas da nova reitoria e afirmou que a assinatura pública do contrato-programa deverá acontecer em breve, durante uma deslocação do ministro à UTAD.

“O contrato-programa será assinado brevemente. A partir daí, teremos um novo ciclo de estudos na universidade, com impacto na instituição e em toda a região”, afirmou.

Segundo o reitor, o documento ainda está a ser ajustado, por considerar que alguns aspetos incluídos na versão herdada da anterior reitoria não devem integrar este primeiro contrato.

João Barroso explicou que o contrato-programa terá uma duração de quatro anos, enquanto o curso de Medicina se estende por seis, pelo que será necessário celebrar um segundo acordo numa fase posterior. Algumas matérias que inicialmente poderiam constar do documento serão, por isso, remetidas para esse futuro contrato.

Apesar dessas alterações, o responsável garantiu que não existem divergências de natureza estrutural e assegurou que os ajustamentos não vão impedir a assinatura do acordo.

“O que falta é reunir e acertar esses aspetos. Se o ministro tivesse conseguido deslocar-se hoje à UTAD, isso teria acontecido. Assim que for possível marcar uma nova data, resolveremos a situação”, referiu.

O Mestrado Integrado em Medicina deverá arrancar em setembro com 40 vagas, numa parceria entre a UTAD e a Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD).

O plano curricular privilegia o ensino em pequenos grupos, a aprendizagem através de casos clínicos e a simulação, estando prevista a criação de um centro de simulação na ULSTMAD, que integra os hospitais de Vila Real, Chaves e Lamego, além de unidades de saúde de 21 concelhos.

O novo curso aposta ainda na humanização dos cuidados, na proximidade com os doentes, nos cuidados de saúde primários e na prevenção.

A formação foi acreditada pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) por um período condicional de dois anos.

Na sua primeira intervenção como reitor, João Barroso apontou ainda como prioridades a conclusão das obras nas residências de estudantes, a preparação do processo de avaliação institucional, uma reorganização interna da universidade e a revisão dos estatutos, que prevê a criação de uma nova estrutura organizativa assente num modelo de faculdades.

Quanto ao impacto da digitalização das provas nacionais de acesso ao ensino superior, o responsável manifestou a expectativa de que os efeitos na colocação de estudantes não sejam significativos, admitindo, no entanto, que a segunda fase de candidaturas possa registar maior procura. Para já, afastou qualquer necessidade de alterar o calendário escolar.

João Barroso, de 62 anos e professor catedrático, tomou posse esta segunda-feira como reitor da UTAD, depois de um impasse superior a um ano na constituição do Conselho Geral da universidade. Eleito a 29 de junho com 14 votos a favor e oito em branco, assume funções após um processo que envolveu um diferendo sobre a composição daquele órgão, chegou aos tribunais e motivou a intervenção do Ministério da Educação.

 

LUSA/SO

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