18 Ago, 2021

Hospitais privados pedem divulgação da “previsão de impacto” das novas tabelas de preços da ADSE

A APHP reagiu à notícia que avança que a ADSE fez uma revisão dos preços que implica uma despesa de mais 14 milhões de euros por ano.

A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) defendeu ontem a divulgação pela ADSE da “previsão de impacto” das novas tabelas de preços aos privados. A entidade que representa os hospitais privados nacionais garante que “a história é muito diferente da que está a ser contada”.

“Se a ADSE quiser realmente contribuir para o esclarecimento público que divulgue a previsão de impacto das novas tabelas”, reagiu assim o presidente da APHP, Óscar Gaspar, à notícia divulgada pelo Jornal de Negócios, que, citando o vogal da direção do subsistema de saúde da Função Pública Eugénio Rosa, avança que a ADSE “fez uma revisão dos preços inicialmente apresentados [aos privados] que implica uma despesa de mais 14 milhões de euros por ano” para o instituto público.

Considerando estar-se “perante uma tentativa de condicionamento do ambiente e de gestão política numa fase importante”, Óscar Gaspar entende que “os beneficiários da ADSE merecem ter da fonte própria o que está em causa nas próximas tabelas”.

Segundo acrescenta, “os privados têm gerido este processo com recato e respeito, porque julgamos ser este o único caminho para um equilíbrio que defenda os beneficiários da ADSE”. “Os hospitais privados querem prestar cuidados de saúde com os melhores meios técnicos e humanos, como acontece com os outros três milhões de cidadãos (não-ADSE) que servimos”.

No entanto, no estudo divulgado, o economista e vogal da ADSE, Eugénio Rosa, acusa alguns grupos privados de quererem reduzir os honorários aos médicos para compensar o que vão receber a menos pelas cirurgias. “Fomos informados de que um grande prestador, com a justificação de que a ADSE fixou preços máximos, estava a tentar impor aos médicos uma redução drástica nos honorários que pagava para assim poder manter as margens de lucro que tinha”, defendeu.

De acordo com o Jornal de Negócios, esta revisão das tabelas do regime convencionado – que definem o preço a pagar pela ADSE e pelos beneficiários aos prestadores de saúde com acordo e que devem entrar em vigor a 1 de setembro – acontece na sequência de um conflito que já dura há dois anos, desde a apresentação da nova tabela de preços aos privados, e que “fez os grandes grupos ameaçar romper os acordos com a ADSE”.

SO/LUSA

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