25 Jul, 2018

Greve obriga Santa Maria a fechar consultas e adiar cirurgias programadas

Assistentes operacionais e técnicos de diagnóstico e terapêutica reivindicam a contagem integral do tempo de serviço e queixam-se da falta de pessoal. Resgitam-se fortes perturbações no funcionamento do hospital.

Cerca de 30 trabalhadores do Centro Hospitalar de Lisboa Norte juntaram-se hoje à entrada do Hospital de Santa Maria contra a “falta crónica” de trabalhadores e para exigir o descongelamento das carreiras.

Os trabalhadores, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (STFPSN), realizam hoje um dia de greve contra “a falta crónica de trabalhadores existente no Serviço Nacional de Saúde” e também pelo reconhecimento do tempo de serviço dos funcionários com contratos individuais de trabalho.

Todos os blocos com cirurgias programadas estão fechados, as consultas estão fechadas, a central de colheitas fechadas, a maior parte dos serviços está em serviços mínimos, porque tem de estar [lá] sempre alguém”, afirmou João Dias, do STFPSN, ao final da manhã, sem quantificar os níveis de adesão. O Centro Hospitalar de Lisboa Norte engloba os hospitais de Santa Maria e o Pulido Valente.

Os trabalhadores empunhavam faixas e cartazes onde se lia “Somos poucos trabalhadores para tantas dores”, “Tempo de serviço não é para roubar, é para contar”, “Falta de pessoal faz mal à saúde” e “Se a tarefa é especial, a carreira não é geral”. Estes trabalhadores realizam diversas funções, como assistentes operacionais, técnicos de diagnóstico, terapeutas e administrativos. De acordo com João Dias, serão entre 1.000 a 1.500 os trabalhadores nesta situação.

Segundo João Dias, “a falta de pessoal já se arrasta há décadas, não é de agora, não é por os trabalhadores passarem para 35 horas que há falta de pessoal”. João Dias destacou que os trabalhadores exigem ainda a “contagem de tempo para os trabalhadores com contrato individual de trabalho”. “É uma vergonha o que querem fazer aos trabalhadores. Temos aqui trabalhadores com 15 e 20 anos de serviço e, se não contarem com este tempo de serviço, os trabalhadores começam da estaca zero”, sublinhou.

O sindicalista salientou também que foi pedida uma reunião ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar para abordar estas questões, mas até agora não foi obtida uma resposta. A Lusa contactou o Centro Hospitalar de Lisboa Norte para saber os efeitos desta paralisação, mas fonte do centro hospitalar alertou que a instituição “não comenta resultados de greves”.

LUSA

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