29 Out, 2021

Fibrilhação auricular: um fator de risco para o AVC

“O diagnóstico atempado desta arritmia pode ser fundamental na prevenção de complicações como AVC”, revela o médico Manuel Carrageta.

A fibrilhação auricular (FA) é a alteração mais frequente do ritmo cardíaco e é responsável por um quinto dos acidentes vasculares cerebrais (AVC). No Dia Mundial do AVC, a Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) alerta para a importância da deteção destas arritmias através de gestos simples como a verificação do pulso.

Segundo explica a FPC em comunicado, a FA caracteriza-se pela irregularidade da contração auricular, a qual pode levar à estagnação do sangue e à formação de coágulos no interior do coração. Caso estes coágulos cheguem à corrente sanguínea, existe o risco de atingirem as artérias cerebrais, provocando um AVC.

“O diagnóstico atempado desta arritmia pode ser fundamental na prevenção de complicações como AVC, insuficiência cardíaca, demência ou mesmo morte súbita. Podemos controlar a FA através da gestão de comportamentos, hábitos de vida e medicação. Quanto mais cedo for detetada, maior a probabilidade de sucesso”, explica o presidente da FPC, Manuel Carrageta.

Sobretudo a partir dos 65 anos, é fundamental ter particular atenção a sinais nem sempre claros como batimento cardíaco descoordenado, pulsação rápida e irregular, tonturas, sensação de desmaio, perda do conhecimento, dificuldade em respirar, cansaço, confusão ou sensação de aperto no peito.

Neste sentido, é aconselhável que, nesta faixa etária, para além do controlo de parâmetros como o peso, a tensão arterial ou o colesterol, se avalie o ritmo cardíaco e as pulsações de forma regular, sendo que qualquer pessoa o pode fazer, de forma simples, através da autoavaliação do pulso.

Pode calcular o seu risco para o desenvolvimento de AVC aqui.

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