18 Nov, 2021

Farmacêuticos apresentam medidas para melhorar o setor da saúde em Portugal

Uma das 40 propostas do Livro Branco passa por garantir a partilha de dados sobre a história clínica do utente entre os vários profissionais de saúde.

Garantir a partilha de dados sobre a história clínica do utente através de um trabalho colaborativo entre diferentes profissionais de saúde é uma das 40 medidas apresentadas no Livro Branco que a Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos (APJF) vai lançar no próximo dia 22 de novembro.  A “Visão dos jovens farmacêuticos portugueses para a década” é o título do documento, criado com o propósito de melhorar a gestão de recursos na saúde, em prol da qualidade de vida de uma sociedade mais evoluída.

“Muitas vezes os farmacêuticos têm de tomar decisões sobre a saúde das pessoas sem ter na sua posse toda a informação necessária. Quando são necessários esclarecimentos acerca da terapêutica prescrita ao utente, a interação com outros profissionais de saúde é crucial, mas praticamente impossível de concretizar. Esse é apenas um exemplo dos múltiplos constrangimentos que sentimos diariamente.” esclarece Manuel Talhinhas, presidente da APJF.

O Livro Branco foi redigido por cerca de 100 jovens farmacêuticos, em colaboração com especialistas de várias áreas (profissionais de saúde, académicos, decisores políticos e pessoas que vivem com doença). A obra contempla a visão desses intervenientes sobre temas emergentes do setor da saúde em Portugal, com destaque para os seguintes: reforçar o papel dos profissionais de saúde enquanto agentes ativos no combate à desinformação em saúde junto da população; garantir a partilha de dados entre profissionais de saúde e diferentes prestadores de cuidados nessa área, potenciando os resultados para o cidadão; incentivar o trabalho interdisciplinar e colaborativo; incluir as pessoas que vivem com doença nas decisões sobre o acesso ao medicamento.

A APJF acredita que o resultado da sua reflexão consiga impactar, nacional e internacionalmente, decisores políticos e outros stakeholders, “através da identificação das dificuldades atuais do setor da saúde e de propostas de mudança. Num momento em que cerca de 40% dos farmacêuticos ativos tem idade inferior a 35 anos, torna-se imperioso que tenhamos uma voz ativa na definição de medidas que visem a melhoria do bem-estar dos portugueses”, adianta Manuel Talhinhas.

Perspetivando também a influência da intervenção da APJF a nível internacional, é sua ambição abrir uma “discussão fora de portas” envolvendo stakeholders relevantes do setor que possam encontrar na visão destes profissionais, a inspiração para os planos que ditam as tendências a nível internacional.

COMUNICADO

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