1 Jul, 2020

Enfermeiros de cinco países reivindicam melhores condições de trabalho

O manifesto foi lançado por enfermeiros de cinco países, incluindo Portugal, redigido no âmbito do 2.º Congresso Internacional de Enfermagem do Trabalho

No manifesto os enfermeiros reivindicam às instituições empregadoras adequadas condições de trabalho, equipamentos de proteção individual apropriados, ambientes de trabalho saudáveis e seguros e justa remuneração.

“Neste momento, o enfrentamento da pandemia da covid-19 que assola o mundo fez emergir a tensão existente entre a necessidade do cuidado de enfermagem e o (des)valor social atribuído aos profissionais. Mesmo sem os recursos materiais e com sobrecarga de trabalho e baixos salários, os enfermeiros, enquanto salvam vidas, são vítimas da infeção, somando já milhares de profissionais doentes e mortos em todo o mundo”, lê-se no documento.

O manifesto foi redigido no âmbito do 2.º Congresso Internacional de Enfermagem do Trabalho, realizado na sexta-feira, organizado pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra em colaboração da Escola Superior de Enfermagem do Porto e da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro.

Além de Portugal, enfermeiros de Brasil, Espanha, Chile e Colômbia, reunidos em plataforma digital, enfatizaram que o valor social da enfermagem, enquanto “força de trabalho maioritária em todos os sistemas de saúde do mundo, essencial para a promoção e recuperação da saúde de todas as pessoas, é posto em evidência no momento de grande exigência como o que agora o mundo atravessa”.

 

 Profissionais trabalham “em condições inadequadas e de risco para a sua própria saúde”

 

“Manifestam, ainda, que os órgãos governamentais os incluam como participantes, com voz e voto, nos órgãos decisórios de formulação de agendas e políticas relacionadas com a saúde dos trabalhadores, refere a nota.

De acordo com o manifesto, os estudos realizados em todo o mundo mostram que a enfermagem “é uma profissão de risco relacionado com a exposição a fatores sociais e ambientais, que podem ameaçar a sua saúde, apesar de esta realidade não ser reconhecida em muitos países”.

A enfermagem “é a força de trabalho maioritária em todos os sistemas de saúde, de todo o mundo. O seu saber e trabalho é essencial para a promoção e recuperação da saúde de todas as pessoas, desde o nascimento até à sua morte”, sublinham os subscritores do documento.

Subordinado ao tema “Enfermagem do trabalho: prevenção de lesões musculoesqueléticas”, O 2.º Congresso Internacional de Enfermagem do Trabalho contou com a participação de mais de 200 profissionais daqueles cinco países e a apresentação de cerca de uma centena de comunicações orais.

SO/LUSA

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