7 Fev, 2022

Doentes com angioedema hereditário devem responder a questionários de qualidade de vida, apela SPAIC

A doença manifesta-se pelo aparecimento de crises recorrentes de angioedema em várias localizações possíveis.

O angioedema hereditário é uma doença com bastantes implicações para a qualidade de vida dos seus portadores. No entanto, apesar de se reconhecer este impacto, 60% dos imunoalergologistas não aplica questionários de qualidade de vida aos seus doentes, mostra um inquérito desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC).

A doença, genética e rara, manifesta-se pelo aparecimento de crises recorrentes de angioedema (inchaço) em várias localizações possíveis, sendo a face uma das mais frequentes. “Em contexto de crises, é evidente o desconforto, a desfiguração e o cansaço, e é nítido o sofrimento físico e psíquico que permanece até quase duas semanas após o início da crise”, diz o presidente da SPAIC, Manuel Branco Ferreira.

“Também a dor intensa que existe nos casos de ataques abdominais e ainda o medo permanente de não saber quando vai ser o próximo ataque e se este vai, ou não, poder causar asfixia e morte são elementos que afetam muito negativamente a qualidade de vida destas pessoas”, acrescenta o alergologista.

Neste âmbito, a SPAIC promoveu um questionário a 40 imunoalergologistas no âmbito da campanha “E se fosse consigo?” que revelou que apesar de 75% dos inquiridos considerarem que o angioedema hereditário tem “muito impacto” na qualidade de vida dos doentes, apenas 40% tem por hábito aplicar questionários de qualidade de vida e/ou de controlo da doença aos seus doentes.

“Esta avaliação da qualidade de vida pode ser feita recorrendo a ferramentas especificas para este efeito e deve ser realizada no momento do diagnóstico da doença e posteriormente como forma de acompanhamento dos doentes”, reforça Manuel Branco Ferreira, salientando a importância da aplicação destas ferramentas.

SO

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