16 Fev, 2022

Diagnósticos de cancro em maiores de 70 anos vão duplicar até 2040

Um estudo recentemente divulgado pela KPMG, e que contou com o apoio da Sanofi, revelou ainda que a carga económica e social do cancro e do envelhecimento vai crescer 80% nas próximas duas décadas.

O cancro é a segunda doença não transmissível mais comum em todo o mundo, e os idosos contribuem significativamente para a incidência desta doença. Um estudo recentemente divulgado pela KPMG sobre cancro e envelhecimento e que contou com o apoio da Sanofi, revelou que o número de novos diagnósticos de cancro em pessoas com mais de 70 anos aumentará 110% até 2040, sendo que os DALY (medida da carga económica e social do cancro e do envelhecimento) irão crescer 80% nas próximas duas décadas, com o maior aumento observado nos cancros de mama, estômago e esófago.

Além das conclusões apresentadas acima, o estudo estima que o impacto económico e social do cancro e do envelhecimento na China deve quase duplicar nas próximas duas décadas, enquanto nos Estados Unidos e na UE terá um aumento notável entre a população envelhecida.

A análise prevê que a carga económica e social (dados de 2020) do cancro e do envelhecimento seja de aproximadamente 1-2% do PIB nesses países. Até 2040, se os gastos e as políticas atuais permanecerem inalterados, a carga económica e social do cancro e do envelhecimento na União Europeia e no Reino Unido deverão ter um impacto percentual de cerca de 2,94% do seu PIB.

No que se refere à sobrecarga do cuidador o estudo apresenta a maior sobrecarga para a UE com valores estimados de US$ 83 mil milhões seguida dos EUA com valores de US$ 46 mil milhões. Com o aumento da incidência de cancro, estima-se que a sobrecarga do cuidador continue a aumentar nos próximos anos.

Face a esta realidade o estudo sugere várias ações políticas que, se implementadas, poderiam ter um benefício na diminuição do ónus económico e social a nível mundial, nomeadamente ao nível da educação e formação especifica em prática geriátrica para profissionais de oncologia, por exemplo, incluindo formação oncogeriátrica como parte do desenvolvimento profissional contínuo; incentivar o uso de ferramentas de avaliação geriátrica e avaliação geriátrica na tomada de decisão em oncologia e melhorar o conhecimento sobre tratamentos para pessoas idosas com cancro com ensaios clínicos específicos para a idade, particularmente sobre estratégias de tratamento e uso de novos medicamentos para idosos acima dos 75 anos.

Este trabalho teve como objetivo analisar e estimar o impacto económico e social desta patologia se não forem tomadas medidas adicionais até 2040, procurando aprofundar as implicações do cancro e do envelhecimento. O estudo foi orientado por um Comité composto por entidades parceiras globais da área de oncologia, incluindo a Union for International Cancer Control (UICC), International Society of Geriatric Oncology (SIOG), Global Coalition on Ageing (GCOA) e a China Anti-Cancer Association (CACA). O estudo analisa especificamente três regiões – EUA, China, União Europeia (quatro países da UE: Alemanha, França, Itália, Espanha) e Reino Unido.

Saiba mais sobre este estudo aqui.

SO/COMUNICADO

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