21 Ago, 2020

Cuidados intensivos vão ter mais 914 camas e 95 médicos até 2021

Os serviços serão ainda reforçados com mais 626 enfermeiros e 198 assistentes operacionais, reforço que representa um aumento na ordem dos 45% da capacidade instalada dos cuidados intensivos.

O investimento de 26 milhões de euros para a ampliação de serviços de medicina intensiva de 16 hospitais foi aprovado ontem pelos ministérios da Saúde e das Finanças, avança o jornal Público. A ministra da Saúde deu ainda luz verde para a revisão da rede nacional de referenciação em cuidados intensivos. Este investimento irá culminar na aquisição de mais 914 camas para os cuidados intensivos, na contratação de 95 médicos, 626 enfermeiros e 198 assistentes operacionais, até ao final do próximo ano.

O grande objetivo é que Portugal consiga chegar a um rácio de 11,5 camas por 100 mil habitantes, a média da União Europeia, quase o dobro do que o país tinha antes da pandemia. O Ministério da Saúde realça, no entanto, que serão precisos dois anos para Portugal conseguir alcançar esse número. O investimento, agora aprovado, irá permitir continuar a dar uma resposta adequada aos doentes em estado crítico, com Covid-19 e outras patologias, evitando um possível colapso dos serviços de saúde.

 

Serão abertas mais vagas para a formação de especialistas

 

Em declarações ao Público, o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, diz que vão ser abertas “muito mais vagas” para a formação de especialistas em Medicina Intensiva este ano, não deixando, no entanto, de sublinhar que para formar esses especialistas são precisos cinco anos. O bastonário admite que há médicos especialistas noutras áreas que podem ser formados com mais rapidez, mas frisa que “há intensivistas que trabalham só no setor privado que poderiam ser contratados para o SNS”.

Já os 26 milhões de euros aprovados, irão ser distribuídos apenas por “seis centros hospitalares e hospitais na região Norte, três na região Centro, quatro em Lisboa e Vale do Tejo, dois no Alentejo e um no Algarve”. O objetivo é qualificar os pólos de medicina intensiva que já existem, fazendo obras de alargamento e adaptação.

AR/Público

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