19 Mai, 2026

Dieta mediterrânica é chave para desenvolvimento cognitivo na adolescência

A nível biológico, como a dieta mediterrânica é rica em ácidos gordos ómega-3 contribui para o equilíbrio neuronal e para a prevenção de danos oxidativos.

Dieta mediterrânica é chave para desenvolvimento cognitivo na adolescência

A dieta mediterrânica e os hábitos de vida saudáveis são fundamentais para o desenvolvimento cognitivo na adolescência, segundo dois estudos que exploram a relação entre a nutrição, o bem-estar emocional, o estilo de vida e a função cognitiva. Os estudos, publicados na revista Nutrients e conduzidos pelo IRB CatSud em colaboração com o Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), analisaram a forma como a dieta mediterrânica e os ácidos gordos no sangue estão associados a diversas funções cognitivas em cerca de 630 adolescentes.

O primeiro estudo, intitulado ‘A Associação entre a Dieta Mediterrânica e os Ácidos Gordos nos Glóbulos Vermelhos dos Adolescentes Espanhóis’, analisou a relação entre a adesão à dieta mediterrânica e o tipo de gorduras presentes no sangue dos adolescentes, um indicador objetivo dos seus hábitos alimentares.

Os resultados mostraram que seguir este tipo de dieta promove a absorção de nutrientes essenciais para o equilíbrio do organismo e o bom funcionamento do cérebro. A nível biológico, por ser uma dieta rica em ácidos gordos ómega-3, contribui para o equilíbrio neuronal e para a prevenção de danos oxidativos.

Um segundo estudo, intitulado “Padrões de Ácidos Gordos nos Glóbulos Vermelhos e Funções Cognitivas em Adolescentes”, centrou-se na relação entre as gorduras presentes no sangue dos adolescentes e diversas capacidades cognitivas, como o raciocínio, a memória e a tomada de decisões.

Os resultados indicaram que os adolescentes com níveis mais elevados de ácidos gordos ómega-3 apresentam um melhor desempenho no raciocínio e em alguns aspetos da tomada de decisão. “Estas capacidades, que se desenvolvem intensamente durante a adolescência, são fundamentais para a função cognitiva e podem ser influenciadas tanto por fatores biológicos como pelo estilo de vida”, explicaram os autores.

SO/LUSA

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