26 Out, 2021

Covid-19 pode provocar perda de memória, confirma estudo

Estudo revela risco aumentado de problemas neurológicos entre os doentes que foram hospitalizados.

Algumas pessoas diagnosticadas com a doença covid-19, provocada pela infeção do vírus SARS-CoV-2, registam dificuldades ao nível neurológico, especificamente ao nível da memória, avança o i. A conclusão é de um estudo conduzido no Hospital Mount Sinai, em Nova Iorque, e publicado no JAMA Network Open.

Uma vez que tem sido observado o registo de várias sequelas associados à covid-19, como a inflamação do miocárdio, fibrose pulmonar, insuficiência renal aguda ou perda do apetite, a equipa de investigação procurou acompanhar doentes diagnosticados com esta patologia e compreender quais os seus efeitos a nível neurológico.

Neste sentido, através da sua avaliação entre abril e maio deste ano, os especialistas revelaram que estas pessoas, sem histórico prévio de demência, desenvolveram sintomas como dificuldades de concentração e confusão mental, esquecendo-se também de determinados eventos ou situações.

“Neste estudo, encontrámos uma frequência relativamente alta de comprometimento cognitivo vários meses depois de ter sido contraída a covid-19. Prejuízos no funcionamento executivo, velocidade de processamento, fluência e codificação de memória foram predominantes entre os pacientes hospitalizados”, escreveram os especialistas.

Segundo acrescentam, um quarto dos doentes do Sistema de Saúde do Mount Sinai que foram infetados pelo novo coronavírus experienciaram alguns problemas de memória, sendo que embora este risco seja maior entre os doentes hospitalizados, também foram confirmados casos de névoa cerebral entre as pessoas que precisaram apenas de atendimento em ambulatório.

Tal como especificam, entre as pessoas estudadas, 16% apresentavam défices num conjunto de habilidades mentais denominado funcionamento executivo, 18% na velocidade de processamento cognitivo, 20% na capacidade de processar categorias ou listas, 23% na recuperação da memória e 24% na codificação da memória.

No que diz respeito à recuperação da capacidade de recordar certos pormenores e eventos, os autores confirmaram que 39% dos pacientes hospitalizados registaram dificuldades neste sentido em comparação com 12% dos pacientes que não precisaram de internamento. Quando se trata de codificação de memória, as percentagens são de 37% e 16%, respetivamente.

Conheça o estudo na íntegra aqui.

SO

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