25 Ago, 2026

Falta de médicos põe doentes em risco nas urgências da ULS Entre Douro e Vouga, alerta sindicato

O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) denuncia o que diz ser a “situação crítica” nas urgências da ULS Entre Douro e Vouga por falta de recursos humanos e de planeamento.

Falta de médicos põe doentes em risco nas urgências da ULS Entre Douro e Vouga, alerta sindicato

O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) exige ao Conselho de Administração e ao Ministério da Saúde “uma resposta imediata” ao que se passa nas urgências da ULS Entre o Douro e Vouga (ULSEDV). “O que está a acontecer não é um imprevisto: é falta de recursos humanos e de planeamento, transferida para os médicos e com consequências para a segurança dos doentes”, denunciam em comunicado.

De acordo com o SMN, no Serviço de Urgência Básica de São João da Madeira, a incapacidade de preencher as escalas levou a Direção Clínica a solicitar aos médicos internos disponibilidade para trabalho suplementar durante agosto, antecipando a necessidade de reforço em setembro e outubro.

“Perante a falta de médicos contratados, pretende-se que sejam os profissionais em formação da instituição, através de mais horas extraordinárias, a colmatar sucessivamente as falhas.”

No caso do Hospital de São Sebastião, que também integra a ULSEDV, a falta de profissionais na área amarela do Serviço de Urgência levou à reafetação de um médico da área laranja, “desfalcando uma área destinada a doentes de maior gravidade para preencher outra”

Não se pode resolver uma insuficiência numa área criando deliberadamente outra.  Os médicos não podem continuar a funcionar como variável de ajustamento de escalas deficitárias, nem ser responsabilizados pelas consequências de decisões organizacionais que não controlam”, defende o sindicato.

“A segurança dos doentes exige equipas adequadamente dimensionadas nos locais onde são necessárias”, pode ainda ler-se na nota enviada à imprensa.

O SMN aconselha os médicos que não pretendam realizar trabalho suplementar a formalizarem a sua recusa através das respetivas minutas e a apresentar escusas de responsabilidade. “Aos médicos compete tratar doentes, não encobrir nem mascarar falhas graves de gestão.”

 Maria João Garcia

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