Covid-19: “Estamos a ser mais reativos do que proativos”, alerta ANMSP

O presidente da ANMSP afirma que Portugal precisa de aumentar a capacidade de resposta a nível de saúde e preparar-se para uma eventual segunda vaga da pandemia no inverno

Em entrevista à Lusa, o líder da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública (ANMSP) disse que em Portugal “estamos a ser mais reativos do que proativos e é importante que haja um planeamento efetivo para o momento em que, previsivelmente, vamos ter os nossos serviços de saúde mais pressionados, como é o caso do inverno. Se acrescentarmos esse aumento da procura pela gripe aos problemas relacionados com a pandemia, seguramente temos alguma dificuldade nessa matéria. Importa dotar o país dessa capacidade de resposta.”

O líder da ANMSP assumiu que “as explicações não são fáceis de encontrar” para a situação atual da crise sanitária no país, refletida na subida do número de mortes, de casos e de internamentos hospitalares nas últimas semanas. No entanto, não deixou de enumerar vários fatores que se conjugaram para o atual retrato da pandemia.

Desde a mensagem que foi passada para as pessoas, que levou a que adotassem comportamentos de maior risco, a falta de preparação, ou seja, de antecipar o aumento do número de casos e alguma demora na realização das diversas tarefas, como os inquéritos epidemiológicos ou o diagnóstico laboratorial. Isso acabou por levar, de facto, ao surgimento de um número relevante de novos casos”, explicou.

 

“É necessário uma alocação de recursos atempada e adequada”

 

Questionado sobre a definição da evolução da realidade portuguesa no combate ao SARS-CoV-2, Ricardo Mexia sublinhou que a resposta passa, necessariamente, pela alocação de recursos atempada e adequada, bem como o cumprimento