O Congresso Nacional de Medicina Interna, que este ano se realiza entre os dias 27 e 30 de agosto, no Altice Fórum Braga, terá como destaque a Covid-19, com duas mesas dedicadas ao tema. “Foram submetidos mais de 100 trabalhos dedicados à Covid-19. Não estávamos à espera que fossem tantos, mas é um privilégio. Realmente, as pessoas estão a dedicar o seu tempo para estudar e ganhar mais experiência”, adianta o Dr. Narciso Oliveira.

“Para além da Covid-19, iremos ainda abordar outras infeções que já estavam previstas, nomeadamente a respeito da antibioterapia, que será uma das primeiras mesas do Congresso e uma outra que será feita predominantemente online”, refere o Dr. Narciso Oliveira.

Por outro lado, o presidente do Congresso destaca outros temas que irão ser abordados durante os três dias. A insuficiência cardíaca, a diabetes, a formação em medicina interna, que segundo o médico “é muito importante”, novas formas de acompanhamento médico, nomeadamente digitais, e o papel das novas tecnologias na Medicina de Precisão e da Nanotecnologia, são as destacadas pelo presidente do Congresso.

“É um congresso muito rico”, acrescenta o Dr. Narciso Oliveira, ao referir também um trabalho iniciado na escola de Medicina da Universidade do Minho, referente à monitorização da telemedicina, que já estava previsto ser apresentado em conferência antes da Covid-19, mas que ganha agora uma maior importância.

A nova realidade que se vive, devido à pandemia da Covid-19, levou muitos eventos a serem cancelados ou adiados para o próximo ano. Não foi esse o caso com o Congresso de Medicina Interna, que se adaptou à nova realidade, ao criar algo que “ainda não tinha, que é a transmissão online e as inscrições não presenciais, para as pessoas poderem assistir e participar no Congresso, estejam onde estiverem”, refere o Dr. Narciso Oliveira.

Todas as sessões deste Congresso irão ter transmissão online, numa plataforma que foi criada especialmente para isso, e posteriormente será possível consultar e rever essas mesmas sessões durante o próximo mês”, revela o especialista.

O presidente do Congresso refere ainda as medidas de segurança da DGS, “relativamente a espaços, corredores de circulação, o uso de máscara, a esterilização, e todos os restantes procedimentos”, que o Congresso “já tinha começado a instituir noutros eventos” e que estão garantidos para o 26º. Congresso de Medicina Interna. Para o especialista, é importante garantir a segurança de todos os participantes do evento, mas também “preservar o contacto presencial, do qual algumas pessoas sentem falta”.

O Congresso, que este ano se realiza num formato híbrido, “permite às pessoas, que não podem ou têm receio de se deslocarem, aproveitarem de outra forma”, refere o Dr. Narciso Oliveira e realça que “mesmo sem a Covid-19, este formato já iria seguir o seu caminho. Já estávamos a começar a adotar este formato híbrido, que apenas alargámos ao Congresso”.

AR/SO

 

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