29 Set, 2016

Congresso dos EUA aprova fundo de 1000 milhões para o combate ao vírus zika

O Congresso dos EUA aprovou um projeto de lei para financiar temporariamente o Governo que inclui mil milhões de dólares para a luta contra o vírus Zika

Com 342 votos a favor e 85 contra, a Câmara dos Representantes aprovou na noite de quarta-feira uma resolução à qual o Senado (com 72 votos a favor e 26 contra) tinha dado antes ‘luz verde’ e que vai dotar o governo de recursos até 09 de dezembro.

O projeto segue agora para a Casa Branca para ser ratificado pelo Presidente norte-americano, Barack Obama, para que depois se comece a distribuir as verbas que incluem alocações de fundos que estavam pendentes.

Entre os fundos aprovados destaca-se o de 1.000 milhões de dólares para a luta contra o vírus do Zika, um assunto que desencadeou uma dura batalha entre democratas e republicanos no Congresso.

Durante meses os republicanos afirmaram que apenas aprovariam fundos destinados ao combate do vírus com a condição de não serem dadas subvenções às clínicas Planned Parenthood em Puerto Rico, o território dos Estados Unidos mais afetado pelo vírus.

A Planned Parenthood é a maior organização de planeamento familiar dos Estados Unidos e esteve no centro de uma polémica relacionada com vídeos sobre a venda de tecido fetal gravados por um grupo antiaborto.

Os democratas bloquearam essa proposta e insistiram na urgência de serem aprovados os fundos para combater o Zika.

Contudo, o maior ponto de fricção entre os dois partidos na hora de votar o projeto de despesas no Senado foram os fundos destinados a resolver a crise de água na localidade de Flint.

Os senadores democratas chegaram na terça-feira a bloquear o projeto de lei destinado a financiar temporariamente o Governo federal por causa das reticências dos republicanos que, por fim, deram o braço a torcer e incluíram, na quarta-feira, os 220 milhões de dólares que vão ser canalizados para Flint no documento.

Parte das canalizações do serviço que abastece água a Flint foram instaladas entre 1901 e 1920, pelo que os canos cheios de chumbo estão a contribuir para a contaminação da água, com graves impactos para a saúde.

Análises independentes realizadas em março mostraram que aproximadamente 15% das casas de Flint ainda tem água corrente não filtrada, com níveis de chumbo superiores ao estabelecido pela Agência de Proteção Ambiental para a Segurança Cidadã.

Embora se tenha verificado uma diminuição significativa desde o verão do ano passado, antes de Flint começar a tratar adequadamente a água, os Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos sustentam que nenhuma quantidade de chumbo é segura para o consumo.

Entre 6.000 e 12.000 crianças têm estado expostas a água com altos níveis de chumbo em Flint, cujo consumo pode causar doenças derivadas do envenenamento por esse metal que, em elevadas doses, pode mesmo ser fatal.

 

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