Bastonário dos médicos pede medidas concretas para fortalecer SNS e fixar profissionais
O bastonário da Ordem dos Médicos defendeu hoje que é preciso “passar das palavras aos atos” para fortalecer o SNS, apontando como prioridades a fixação de médicos e outros profissionais, a resposta nos serviços de urgência e a correção das desigualdades territoriais no acesso à saúde.

O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) defendeu hoje, em Coimbra, que é preciso passar das palavras aos atos e concretizar medidas para fortalecer o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e garantir cuidados de saúde à população.
“É frequente declararmos a nossa paixão pelo SNS, mas mais do que dizer palavras bonitas, prometermos que vamos fazer, é preciso concretizar para o SNS produzir”, afirmou Carlos Cortes na cerimónia simbólica da rega da oliveira do SNS, no Parque Verde do Mondego, após as comemorações nacionais do 47.º aniversário do SNS, que decorreram durante a manhã no Convento São Francisco.
Na presença da ministra da Saúde, o bastonário da OM salientou que “é preciso concretizar e passar das palavras aos atos” para defender o legado do advogado António Arnaut, já falecido, fundador do SNS quando era ministro dos Assuntos Sociais, em 1979.
Carlos Cortes afirmou ainda ter a convicção de que a ministra Ana Paula Martins “gosta e acredita no SNS”, acrescentando que os médicos e outros profissionais de saúde querem trabalhar no SNS, mas “precisam de ter condições”.
Durante a manhã, em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia das comemorações nacionais, o bastonário da OM defendeu que é necessário trabalhar mais na fixação de médicos no SNS e na resposta dos serviços de urgência, além de corrigir as desigualdades territoriais.
“Ainda a semana passada estive no litoral alentejano, onde há menos médicos desde Alcácer do Sal até Odemira do que num dos serviços, por exemplo, do hospital em Coimbra”, afirmou Carlos Cortes.
Salientando que Portugal é um país desigual no acesso à saúde, situação que “tem de ser corrigida”, Carlos Cortes fez votos de que as “palavras bonitas” hoje ouvidas em torno do SNS “se transformem em ações concretas para as pessoas”.
O bastonário afirmou a ambição de que as pessoas “sintam verdadeiramente que têm melhores cuidados, com qualidade, com segurança e, sobretudo, melhor acesso”.
Para Carlos Cortes, o maior problema do SNS neste momento é “a sua incapacidade em atrair e em fixar médicos e outros profissionais de saúde”.
LUSA/SO
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