Ministra da Saúde diz que SNS é uma obra “sempre inacabada” e elogia fundador António Arnaut
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, considerou hoje que o Serviço Nacional de Saúde é uma obra “sempre inacabada”, numa cerimónia em Coimbra que ficou marcada por um protesto contra a sua destruição e por críticas da FNAM, que defendeu o reforço dos quadros para garantir a sua sustentabilidade.

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, considerou hoje, em Coimbra, que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é uma obra “sempre inacabada” e elogiou o seu fundador, António Arnaut.
Nas comemorações do 47.º aniversário do SNS, criado pelo antigo ministro dos Assuntos Sociais António Arnaut, a governante salientou que se trata de “um serviço público construído dia após dia, pedra sobre pedra, por milhares de profissionais de saúde, anónimos, mas empenhados e comprometidos”.
“Uma obra sempre inacabada, imperfeita por ser reflexo da nossa humanidade. Complexa, intensa, uma obra que não cessará de se reinventar”, sublinhou na sua intervenção na sessão de abertura.
Ana Paula Martins deixou também palavras de elogio ao advogado António Arnaut, que morreu em 2018, aos 82 anos, e “que dedicou a sua vida ao bem comum”.
“Não deixava ninguém indiferente e, sobretudo, era também um homem livre e sem medo de defender as suas convicções. Profundamente tolerante, político hábil, juntou vontades e talentos, como Mário Mendes, que hoje aqui também quero recordar, e outros, e concretizou o que parecia ser uma utopia à época”, afirmou.
À chegada a Coimbra, a ministra da Saúde tinha à sua espera um protesto com cerca de quatro dezenas de pessoas, que empunhavam tarjas onde se lia “Não à destruição do Serviço Nacional de Saúde” e “Enfermeiros em luta pelo Serviço Nacional de Saúde”.
Em declarações aos jornalistas, à margem da cerimónia comemorativa do 47.º aniversário do SNS, a presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) afirmou que, sem reforço de quadros, o “SNS não se sustenta”.
“Há muita propaganda, mas pouca ação efetiva para manter o SNS, que está em risco, o que favorece a iniciativa privada, que está a investir e abrindo unidades onde o SNS é carente”, afirmou.
LUSA/SO
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