21 Jan, 2026

Apifarma estima compensações ao Estado de 300 milhões de euros até outubro de 2025

Segundo a Apifarma, a despesa das ULS, estimada em cerca de 2.200 milhões de euros nos primeiros dez meses de 2025, não reflete as contribuições decorrentes da aplicação do acordo celebrado entre o Governo e a indústria farmacêutica.

Apifarma estima compensações ao Estado de 300 milhões de euros até outubro de 2025

A Apifarma estimou que os mecanismos de compensação financeira ao Estado atinjam cerca de 300 milhões de euros entre janeiro e outubro de 2025, um montante que, defende, deve ser considerado na análise da despesa pública com medicamentos nesse período.

“Para o período em causa, a Apifarma estima que os montantes globais destes mecanismos de compensação financeira ao Estado ascendam a cerca de 300 milhões de euros, valor que deve ser necessariamente tido em conta na análise dos 2.200 milhões de euros apontados como despesa com medicamentos nas Unidades Locais de Saúde (ULS), por reduzir de forma significativa o impacto líquido desse montante”, refere a associação em comunicado.

Segundo a Apifarma, a despesa das ULS, estimada em cerca de 2.200 milhões de euros nos primeiros dez meses de 2025, não reflete as contribuições decorrentes da aplicação do acordo celebrado entre o Governo e a indústria farmacêutica, nem a totalidade dos contratos de financiamento em vigor.

Dados do relatório da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), consultado pela agência Lusa, indicam que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) registou uma despesa de 2.206 milhões de euros em medicamentos nos primeiros dez meses de 2025.

De acordo com o Infarmed, os medicamentos utilizados em meio hospitalar representaram 96% do total da despesa, correspondendo a 2.126 milhões de euros, enquanto os cuidados de saúde primários absorveram os restantes 80 milhões de euros.

Os medicamentos oncológicos foram responsáveis por mais de 766 milhões de euros, representando cerca de 35% da despesa total do SNS neste período. Seguiu-se a área terapêutica do VIH, com um gasto aproximado de 209 milhões de euros.

Comparativamente ao ano anterior, a despesa com fármacos de uso oncológico aumentou quase 126 milhões de euros, enquanto os medicamentos destinados ao tratamento do VIH registaram um acréscimo de 4,3 milhões de euros na despesa das ULS.

No âmbito do ambulatório, a despesa do SNS com medicamentos atingiu os 1.569 milhões de euros até outubro de 2025, mais 177 milhões do que no mesmo período de 2024. Já os utentes despenderam cerca de 801 milhões de euros em medicamentos adquiridos nas farmácias.

SO/LUSA

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