28 Mai, 2021

Apenas 7% dos lisboetas aderiram à testagem gratuita nas farmácias

Programa Lisboa Protege tem registado fraca adesão. Câmara Municipal lembra que não pode “obrigar ninguém a fazer testes”.

O programa Lisboa Protege permite a cada cidadão residente no concelho de Lisboa fazer dois testes gratuitos por mês nas farmácias, mas não está a ser usado. Desde o início do programa – 31 de março, apenas 6,72% dos residentes no município aderiram ao programa e realizaram a testagem.

Os dados da Associação Nacional de Farmácias (ANF) revelam que, desde dia 31 de março, até dia 25 de maio, só 6,72% (34 095) dos lisboetas é que fizeram teste gratuitos, nas farmácias. Sendo que 11 238 fizeram-no a partir do dia 12 de maio, o que resulta em mais 9926 testes comparativamente com os realizados nas duas semanas anteriores a esta data, o que pode significar que o aumento da procura pode ter sido uma consequência dos festejos do Sporting.

Em declarações ao Diário de Notícias, o vereador da Proteção Civil da Câmara Municipal de Lisboa, Miguel Gaspar explicou que “a testagem é o meio mais universal para o controlo da doença e do R(t), mas há algo que não conseguimos controlar, a responsabilidade individual de cada cidadão. E não podemos obrigar ninguém a fazer testes de despistagem”.

A capital tem nove freguesias na linha vermelha – Areeiro, Arroios, Penha de França, Compolide, Santo António, Santa Maria Maior, Misericórdia, Estrela e Ajuda, o que fez o Governo colocar a cidade em alerta.

Para controlar a pandemia em Lisboa, arrancam no sábado ações de testagem com equipas móveis e fixas que vão estar nas áreas frequentadas pela população mais jovem, dos 18 aos 20 anos, entre as 19:00 e as 22:00. Além disso, pretende testar cerca de 30 mil trabalhadores de empresas instaladas na capital, do setor hoteleiro, restauração, entre outros.

SO

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