22 Jan, 2021

Algarve com mais 50 camas para internamento para doentes não-Covid

Acordo com privados prevê utilização do Hospital de Santa Maria, em Faro, e do Hospital de São Gonçalo de Lagos.

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve anunciou o aumento de 50 camas para internamento de doentes não-covid com a contratualização de duas unidades hospitalares privadas que estavam desativadas em Faro e Lagos.

Numa nota enviada à agência Lusa, a ARS/Algarve indicou que o acordo foi conseguido com os grupos Lusíadas e HPA Saúde, para a utilização do Hospital de Santa Maria, em Faro, com um total de 24 camas, e do Hospital de São Gonçalo de Lagos, com 26 camas, neste último caso com a possibilidade de serem utilizadas duas salas do bloco operatório.

“O objetivo é o Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) utilizar as instalações para expandir a sua capacidade de internamento para doentes não-covid do Serviço Nacional de Saúde (…) e simultaneamente, alargar o internamento para doentes com covid-19 e até de cuidados intensivos nos hospitais de Faro e de Portimão”, indicou a ARS/Algarve.

A entidade regional de saúde avançou que o acordo de cedência das instalações para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) “é renovável enquanto existir essa necessidade”.

Pelo Hospital de São Gonçalo de Lagos a ARS/Algarve vai pagar ao grupo HPA Saúde um valor mensal de 30 mil euros, sendo gratuita a cedência do Hospital de Santa Maria pelo grupo Lusíadas.

A ARS/Algarve acrescentou que foi ativada em 11 de janeiro uma estrutura de apoio de retaguarda num hotel sediado em Alvor, no concelho de Portimão, com capacidade para acolher várias centenas de pessoas com covid-19, mas que não precisem de internamento hospitalar.

Aquela entidade adiantou que, até ao momento, não foi necessário acionar a colaboração das unidades de saúde do setor privado, mas é outra das medidas previstas e a considerar caso a evolução da pandemia no distrito de Faro o justifique.

“A ARS/Algarve tem um pré-acordo para convencionar cerca de 57 camas nas várias unidades privadas da região, caso seja necessário, transferir doentes não-covid para essas unidades”, referiu.

Segundo a ARS/Algarve, os recursos humanos das equipas médicas e de enfermagem são assegurados pela administração de saúde do Algarve, em conjunto com os agrupamentos de centros de saúde e o centro hospitalar regional, para garantir a resposta articulada entre os cuidados de saúde primários, hospitalares e estruturas de apoio de retaguarda.

LUSA

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