31 Mar, 2021

AADIC promove sessão sobre a Insuficiência Cardíaca

“As respostas, desafios e informação sobre Estatuto do Cuidador Informal em Portugal” é o tema central desta sessão sobre insuficiência cardíaca.

As respostas, os desafios e a informação sobre Estatuto do Cuidador Informal em Portugal são o tema central da sessão online “Os Cuidadores na Insuficiência Cardíaca”, organizada pela Associação Nacional de Cuidadores Informais, (ANCI) que decorre hoje, dia 31 de março, a partir das 21 horas.

Este evento, que tem transmissão exclusiva no Facebook e site da Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca (AADIC), conta com a participação de um membro da direção da ANCI, Nélida Aguiar, e do testemunho de duas cuidadoras informais, Ana Batista, cuidadora do filho, e Amélia Dias, cuidadora do marido e sogro. A cardiologista e membro do conselho técnico-científico da AADIC, Maria José Rebocho, assume a moderação da sessão.

Durante a sessão online a assistência será convidada a partilhar dúvidas e pontos de vista com os oradores.

“No nosso país é a família que assume muitas vezes o papel de cuidador, nomeadamente a mulher enquanto esposa, mãe, filha ou nora. Sabemos que é um papel que apesar de envolver muito amor, é desgastante física, psicológica e emocionalmente e implica grandes problemas financeiros. Este webinar procura ajudar a esclarecer algumas dúvidas, melhorando a qualidade de vida dos cuidadores e dos doentes com insuficiência cardíaca”, explica Maria José Robalo.

Até início de 2020, a Eurocarers, rede europeia que representa os cuidadores informais, estimava que existissem cerca de 800 mil cuidadores informais em Portugal (1/4 dos quais a tempo inteiro). No entanto, com a pandemia, este número praticamente duplicou com o fecho de respostas sociais, sendo que se aponte para cerca de 14% da população (cerca de 1 milhão e 400 mil Cuidadores Informais), dos quais menos de metade a sê-lo a tempo inteiro (24 sobre 24 horas).

Este aumento deve-se essencialmente ao encerramento dos equipamentos sociais (centros de dia/CAO) decretado pelas Autoridades, os cuidadores não principais, que suspenderam a sua atividade profissional e tiveram de ficar em casa para tratar dos seus familiares sem autonomia, por uma questão de justiça social, deveriam ser abrangidos por um regime excecional (à semelhança do que foi criado para os progenitores de filhos menores até aos 12 anos, cujas escolas encerraram), beneficiando de medidas que contemplassem apoio pecuniário para fazer face às despesas habituais, uma vez que perderam rendimentos por não trabalhar neste período que ainda é incerto.

 

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