Urgência regional de Obstetrícia da Península de Setúbal entra hoje em funcionamento
Na urgência regional de Obstetrícia e Ginecologia da Península de Setúbal, o Hospital Garcia de Orta assume o papel de hospital-sede, assegurando apoio perinatal diferenciado, enquanto o Hospital de São Bernardo garante a resposta à população da sua área de influência.

A urgência regional de Ginecologia e Obstetrícia da Península de Setúbal entra esta quarta-feira em funcionamento, tornando-se a segunda do país no âmbito do novo modelo criado para responder à falta de profissionais nesta especialidade. O serviço centralizado arranca às 09:00 e passa a funcionar em dois polos: no Hospital Garcia de Orta, em Almada, e no Hospital de São Bernardo, em Setúbal.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, considera que esta solução permitirá garantir maior previsibilidade e segurança às utentes, num contexto marcado por dificuldades na elaboração de escalas médicas. A criação de urgências regionais foi uma das medidas adotadas pelo Ministério da Saúde para mitigar os constrangimentos nas urgências de obstetrícia, particularmente evidentes na Península de Setúbal, devido à escassez de médicos.
Neste modelo, o Hospital Garcia de Orta assume o papel de hospital-sede, assegurando apoio perinatal diferenciado, enquanto o Hospital de São Bernardo garante a resposta à população da sua área de influência, que inclui concelhos como Setúbal, Alcácer do Sal, Grândola, Palmela, Santiago do Cacém, Sesimbra e Sines.
Com a entrada em funcionamento desta urgência regional, a urgência de obstetrícia do Hospital do Barreiro encerra, embora a Direção Executiva do SNS assegure que a maternidade daquela unidade continuará em funcionamento. O modelo agora implementado é de caráter excecional e prevê a concentração do atendimento de urgência em hospitais próximos — até um máximo de 60 quilómetros — quando não é possível manter todos os serviços abertos em simultâneo.
Esta é a segunda experiência deste tipo em Portugal, depois da abertura de uma urgência regional no Hospital de Loures, a 16 de março. A medida tem, no entanto, gerado contestação por parte de autarcas e representantes dos utentes, que alertam para possíveis impactos no acesso aos cuidados de saúde.
SO/LUSA
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