2 Out, 2025

Urgências hospitalares encerraram menos 481 dias até agosto

No hospital houve menos fechos de urgências, mas a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde alerta que faltam recursos humanos para dar uma resposta mais adequada.

Urgências hospitalares encerraram menos 481 dias até agosto

 As urgências hospitalares, em Portugal, encerraram menos 481 dias nos primeiros oito meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024, revelou a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS). Apesar da melhoria, o organismo admite que estes serviços continuam a enfrentar uma “grande escassez” de profissionais.

Segundo a DE-SNS, entre janeiro e agosto registou-se uma redução global de 34% nos dias de encerramento das diferentes valências — Adultos, Pediatria e Obstetrícia. Só nos meses de verão, tradicionalmente mais exigentes devido ao aumento da procura e à limitação de recursos, verificou-se uma diminuição de 41%, o que equivale a menos 285 dias de encerramento: menos 85% na urgência geral, 48% na Pediatria e 35% na Obstetrícia.

O organismo liderado por Álvaro Almeida destacou que no fim de semana prolongado de 15 de agosto, considerado o mais complexo do ano, foi possível garantir a abertura de 100% das urgências gerais, 98% das pediátricas e 90% das obstétricas. Ainda assim,  reconhece que persistem “problemas graves de escassez de recursos humanos”, em particular nas especialidades de Ginecologia/Obstetrícia e Pediatria, o que continua a condicionar a rede de urgência.

Entre janeiro e agosto, as unidades com maior número de dias de encerramento em Obstetrícia foram as ULS Arco Ribeirinho e ULS Almada-Seixal. Contudo, o atual modelo de rotatividade com a ULS Arrábida permitiu assegurar resposta na Península de Setúbal, considerada a zona mais crítica do país pela falta de profissionais para completar escalas. Para resolver o problema, o Governo pretende criar, a curto prazo, uma urgência regional de Obstetrícia na Península de Setúbal, com o Hospital Garcia de Orta a funcionar em permanência e o hospital de Setúbal a receber casos referenciados pelo SNS 24 e pelo INEM.

A possível desativação da urgência obstétrica no Hospital do Barreiro tem, no entanto, gerado contestação, com utentes e autarcas a manifestarem-se contra a medida em concentrações realizadas à porta da unidade.

SO/LUSA

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