29 Jul, 2025

OMS alerta para urgência no combate à hepatite viral, responsável por 1,3 milhões de mortes anuais

No seguimento do Dia Mundial da Hepatite, que se assinalou ontem, a Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a apelar a uma ação global urgente contra a hepatite viral, que afeta cerca de 300 milhões de pessoas e é responsável por mais de 1,3 milhões de mortes por ano.

OMS alerta para urgência no combate à hepatite viral, responsável por 1,3 milhões de mortes anuais

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apelou a governos e parceiros internacionais para que acelerem os esforços com vista à eliminação da hepatite viral, uma doença que afeta 300 milhões de pessoas e provoca mais de 1,3 milhões de mortes anuais, sobretudo devido a cirrose e cancro do fígado.

A mensagem surge no âmbito do Dia Mundial da Hepatite, assinalado ontem, e sublinha a urgência de agir perante uma doença que continua a fazer vítimas, apesar da existência de ferramentas eficazes para a sua prevenção, diagnóstico e tratamento.

“A cada 30 segundos, alguém morre de uma doença hepática grave ou de cancro do fígado relacionado com a hepatite, mas existem ferramentas para impedir isso”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, citado em comunicado.

No mesmo documento, a organização destaca que a hepatite D foi recentemente classificada como cancerígena para humanos pela Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro (IARC), tal como já acontecia com os tipos B e C.

Estudos da IARC indicam ainda que pessoas infetadas com hepatite D, que afeta apenas quem já tem o vírus da hepatite B, enfrentam um risco duas a seis vezes superior de desenvolver cancro do fígado, em comparação com infetados apenas com hepatite B.

Entre os cinco tipos de hepatite viral (A, B, C, D e E), apenas os tipos B, C e D podem tornar-se crónicos, aumentando o risco de complicações graves como cirrose, insuficiência hepática ou cancro do fígado.

A OMS alertou também para o elevado número de pessoas que desconhecem estar infetadas. Em 2022, apenas 13% dos casos de hepatite B e 36% dos de hepatite C tinham sido diagnosticados. As taxas de tratamento eram igualmente baixas: 3% para hepatite B e 2% para hepatite C.

LUSA/SO

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