Na análise promovida pela Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar foram inquiridos os coordenadores das unidades entre abril e maio deste ano, reportando-se a situações que aconteceram ao longo dos últimos 12 meses.

Assim, em 80,2% das unidades de saúde familiar (USF) foram registadas situações de ameaças ou agressões verbais a profissionais de saúde. Os casos de violência física contra profissionais foram sinalizados em 14% das USF.

O estudo baseado em inquéritos aos coordenadores pretendeu ainda abordar a questão da saúde e segurança no trabalho.

Mais de 40% dos coordenadores afirmaram que “algumas vezes” os profissionais mantiveram a sua atividade mesmo estando doentes e há 22% que dizem que isso ocorreu com frequência.

O estudo pretende fazer um balanço do estado da reforma dos cuidados de saúde primários que foi iniciada em 2005, apontando para um “forte desinvestimento”, com este último ano a ser aquele em que menos novas USF abriram.

O estudo “O momento atual da reforma dos cuidados de saúde primários” realça ainda o facto de nenhuma das USF de modelo A ter passado este ano para modelo B, que é um modelo mais exigente, com maior autonomia e com mais incentivos financeiros.

Segundo o inquérito realizado aos coordenadores das USF, a esmagadora maioria (91,4%) das unidades de modelo A pretende passar para o modelo B. Mas o estudo vinca que isso “não lhes está a ser permitido”.

LUSA

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