1 Dez, 2020

VIH. Novos casos desceram 30% em 2019

Tendência de queda dos novos contágios é comum à maioria dos países europeus. Em Portugal, a taxa de diagnósticos tardios diminuiu mas continua a rondar os 50%.

O relatório “Infeção VIH e SIDA em Portugal – 2020”, da DGS e do Instituto de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), dá conta de uma descida em 2019 de 29,8% nos novos casos (778) face ao ano anterior (1109) e de uma redução da percentagem de diagnósticos tardios para 49,7%.

Em contraciclo com a situação em Portugal, noutros países as taxas de infeção mais do que duplicaram, como é o caso de Chipre, Malta e Eslováquia. Isto apesar de o número de diagnósticos ter diminuído 9% nos países que reportaram os casos de forma consistente entre 2010 e 2019, acrescenta.

“Vários países, incluindo a Áustria, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Portugal, Espanha e o Reino Unido, registaram uma diminuição das taxas de novos diagnósticos, mesmo depois de se ajustarem às alterações na cobertura populacional de vigilância e atrasos nos relatórios”, sublinha o relatório do Centro Europeu de Controlo de Doenças.

A idade média no diagnóstico do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) aumentou nas mulheres de 34 para 37 anos entre 2010 e 2019, mantendo-se estável nos homens, aos 37 anos.

Uma maior proporção de diagnósticos está a ser reportada em faixas etárias mais velhas: 15% das pessoas diagnosticadas em 2010 tinham mais de 50 anos, subindo para 20% em 2019. Em Portugal, a percentagem é muito mais alta: 50%.

A proporção de todos os diagnósticos de VIH com rota de transmissão conhecida que foram atribuídas aos homens que fazem sexo com homens, em países que reportam de forma consistente, aumentou de 45% em 2010, para 52% em 2015, tendo depois diminuído para 47% em 2019.

O número de casos adquiridos entre heterossexuais diminuiu constantemente na última década, com descidas mais acentuados entre mulheres e heterossexuais estrangeiros.

TC/SO

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