27 Mai, 2022

Único hospital prisional do país não tem vagas para doentes psiquiátricos

Desta forma, os reclusos que entrarem num quadro de descompensação psiquiátrica terão de ser transferidos para os hospitais gerais do SNS.

A Clínica de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital Prisional de Caxias, em Caxias, não tem vagas para doentes psiquiátricos agudos, avança o jornal Público. Desta forma, os reclusos que entrarem num quadro de descompensação psiquiátrica terão de ser transferidos para os hospitais gerais do SNS.

A situação de sobrelotação desta ala do único hospital prisional do país tem vindo a agravar-se desde 2019. O hospital dispõe de 51 camas – 43 para homens e oito para mulheres. No entanto, acolhe 63 doentes: 59 homens e quatro mulheres. Em causa está o crescente número de doentes inimputáveis recebidos pela instituição, que não está vocacionada para prestar apoio a esta população. Atualmente, 47 dos 63 doentes são considerados inimputáveis.

Na semana passada, pelo menos 17 doentes psiquiátricos estavam internados fora da clínica psiquiátrica, em serviços como Medicina Interna, Infeciologia ou Cirurgia, o que, sublinha um grupo de médicos na exposição que fizeram à Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, compromete a prestação de cuidados psiquiátricos diários aos doentes psicóticos agudos.

Os médicos alertam que, devido à falta de capacidade de internamento da Clínica de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital Prisional de São João de Deus, “vários reclusos em situação de descompensação psíquica com risco (próprio/alheio) encontram-se em estabelecimentos prisionais do país”. Sublinham também que o número de médicos e enfermeiros de psiquiatria “não aumenta em proporção do número de doentes”.

SO

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