17 Dez, 2021

Um quarto das pessoas com mais de 70 anos ainda não recebeu a dose de reforço

Este total incluí os recém-infetados, os que ainda não estão elegíveis, os que ainda não foram vacinados com nenhuma dose e os que recusaram receber a dose de reforço.

Cerca de 25% dos portugueses com idade superior a 70 anos (410 mil) ainda não recebeu a dose de reforço da vacina contra a doença provocada pelo SARS-CoV-2. Segundo avança o Público, mais de 80% dos indivíduos com 80 anos ou mais e 73% do grupo dos 70 aos 79 anos já estão vacinados, de acordo com o secretário de Estado adjunto da Saúde, António Lacerda Sales.

O relatório de vacinação da Direção-Geral da Saúde (DGS) mostrou que até ao dia 13 de dezembro tinham sido inoculadas com a dose de reforço 555 994 pessoas com mais de 80 anos, sendo que nesta faixa faltarão vacinar cerca de 139 mil. Entre os 70 e os 79 anos, 734 545 também já a receberam, sobrando vacinar 272 mil, o que equivale a um total de 410 mil as pessoas sem esta dose (num universo que rondará os 1,7 milhões).

Neste total, estão incluídas as pessoas infetadas recentemente e aquelas que ainda não cumpriram o prazo mínimo desde a última dose. Somam-se, ainda, aqueles que não conseguiram ser ainda vacinados ou recusaram receber a segunda (no caso da vacina da Janssen) ou a terceira dose.

Além de já terem sido “inoculados com dose de reforço 194 322 utentes” do grupo dos mais de 50 anos vacinados com o fármaco da Janssen, António Lacerda Sales anunciou a abertura do agendamento da dose de reforço para todas as pessoas a partir dos 50 anos.

É também no próximo fim de semana que serão vacinadas as crianças com nove, dez e 11 anos, período em que fica interrompida a vacinação dos adultos. O autoagendamento já conta com cerca de 48 mil crianças, cerca de um sexto do total deste universo.

“Dar dose de reforço às pessoas que receberam a vacina da Janssen é importante porque sabemos que a dose única não é tão protetora como as vacinas de duas doses e, portanto, é relevante que esse reforço aconteça. Mas dedicarem-se fins-de-semana às crianças também me parece o ideal. É importante não estar a misturar faixas etárias, vacinas e doses diferentes”, disse o investigador principal do Instituto de Medicina Molecular (iMM), Miguel Prudêncio.

SO

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