18 Ago, 2021

Uganda alerta para deteção de poliovírus de tipo 2 nas águas de Kampala

“O vírus detetado tem ligações com uma estirpe de cVDPV2 detetada no Sudão”, indicou o Ministério da Saúde ugandês.

O Uganda confirmou ontem a deteção do poliovírus de tipo 2 circulante de origem vacinal (cVDPV2) em amostras de plantas em águas de Kampala, que as autoridades relacionam com a diminuição da imunização devido à pandemia de covid-19.

“O vírus detetado tem ligações com uma estirpe de cVDPV2 detetada no Sudão”, indicou o Ministério da Saúde do Uganda, em comunicado citado pela agência Efe, que acrescenta não ter sido confirmado qualquer caso de doença.

O Uganda foi declarado livre de pólio selvagem no ano de 2006. O continente africano na sua totalidade alcançou a certificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) há um ano, após a Nigéria, último país que faltava para alcançar a meta, ter sido declarada livre deste pólio.

No entanto, como é acrescentado no comunicado do Governo, “os constantes movimentos transfronteiriços entre os nossos países vizinhos e os países do Corno de África atualmente afetados por surtos de cVDPV trazem riscos adicionais de importação do pólio”. Neste âmbito, o Governo promete aumentar a vigilância para detetar possíveis contaminações e promover esforços para a respetiva vacinação.

A OMS, que revela que estes surtos são pouco frequentes, justifica esta disseminação pelo facto de a vacina oral contra a poliomielite conter uma carga viral fraca que pode, no entanto, sofrer mutações genéticas que criam os chamados poliovírus circulantes de origem vacinal.

Recorde-se que a poliomielite é uma doença infeciosa que afeta sobretudo os menores de 5 anos e não tem cura, apresentando sintomas como febre, fadiga, vómitos e dores de cabeça, podendo causar, em alguns casos, a paralisia das extremidades do corpo.

SO/LUSA

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