14 Mar, 2022

Taxa de infeção por SARS-CoV-2 em enfermeiros foi o dobro da dos médicos na Europa

A exposição ativa nos cuidados ao paciente e a composição das equipas pode justificar o número significativo de infeções nos enfermeiros, diz um relatório da OMS.

Do total de infeções por covid-19 confirmadas em profissionais de saúde da Europa – onde se estima em 10% tenham contraído o vírus -, metade correspondeu a enfermeiros e um quarto dos casos a médicos. As restantes aconteceram em auxiliares de ação médica, fisioterapeutas, auxiliares de limpeza das unidades de saúde e outros profissionais ligados ao setor, analisa o Público.

O relatório, publicado pela Organização da Mundial da Saúde (OMS) que analisou os dados de 53 países que compõem a região europeia, reconheceu que esta prevalência “está provavelmente abaixo da realidade”.

Ainda assim, a taxa significativa de infeções em enfermeiros pode ser justificada pela sua exposição mais ativa “nos cuidados diretos ao paciente” e pela “composição das equipas em unidades de cuidados intensivos ou a idade dos elementos das equipas”, refere, ainda, o “Relatório Europeu da Saúde 2021 – Ponto de Situação sobre os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável na Área da Saúde na Era da Covid-19 sem Deixar ninguém para trás”.

Além do desconhecimento do número oficial de casos, também o número de mortes de profissionais de saúde devido à infeção por SARS-CoV-2 foi subestimado. “As estimativas da OMS indicam que o número de mortes de profissionais de saúde por covid-19 está muito acima do conhecido oficialmente”, diz o documento. De acordo com a diretora para Políticas e Sistemas de Saúde da OMS, Natasha Azzopardi-Muscat, os óbitos foram acentuados pela “maior proximidade com a doença, quando ainda não havia vacinas, nem testagem em larga escala e quando ainda não estavam disponíveis equipamentos de proteção individual em número suficiente”.

SO

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