3 Nov, 2021

SNS com mais consultas e cirurgias este ano do que em 2019

Apesar da quebra da atividade no início deste ano, o SNS tem vindo a recuperar. IPO de Coimbra registou o maior aumento nas consultas.

Os hospitais realizaram mais de 525 mil cirurgias e cerca de 9,2 milhões de consultas entre janeiro e setembro deste ano, superando a atividade registada no mesmo período de 2019 e 2020, indicou o Ministério da Saúde.

Segundo dados da atividade assistencial nos serviços públicos, nos primeiros nove meses do ano foram efetuadas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) 525.057 intervenções cirúrgicas, o que representa mais 27% do que as efetuadas em 2020 e 1,5% do que em 2019.

Relativamente às consultas médicas hospitalares, entre janeiro e setembro realizaram-se 9.264.217, mais 13,8% do que as consultas externas efetuadas em 2020 e 1% do que em 2019, avança ainda o ministério.

“O IPO de Coimbra (24,7%), o Hospital de Vila Franca de Xira (18,6%), o Centro Hospitalar de Leiria (15%), o Hospital de Braga (12%) e o IPO de Lisboa (11%) foram as unidades hospitalares que registaram os maiores aumentos do número total de consultas face a igual período de 2019”, adianta.

Ao nível das primeiras consultas, os dados agora divulgados sublinham o “crescimento das primeiras consultas dos três IPO face a 2019 – Porto mais 9,5%, Centro mais 12,7% e Lisboa mais 4,2% -, “dada a relevância do acesso a primeiras consultas na área da oncologia”.

Os mesmos dados revelam que, nos cuidados primários, o número de consultas ascendeu a 26.937.505, correspondendo a um crescimento de 16,8% em relação a 2020 e de 14,4% quando comparado com 2019.

Relativamente à oncologia, a tutela salienta a “evolução observada em 2021 na recuperação do rastreio oncológico de base populacional”, reconhecendo que em 2020 “ocorreram quebras significativas”.

Quanto ao cancro da mama, “em termos globais, verifica-se um aumento da população convidada e rastreada em 2021, face a iguais períodos de 2020 e 2019”, adianta o Ministério da Saúde, que refere que este ano se regista uma cobertura populacional superior à verificada nos dois períodos homólogos anteriores, alcançando-se uma taxa de cobertura de cerca de 50%.

Até setembro deste ano tinham sido rastreadas mais de 266 mil pessoas, enquanto em 2020 não chegaram às 130 mil e em 2019 ascenderam a mais de 250 mil.

LUSA

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