16 Jul, 2021

Situação pandémica está controlada quanto à resposta do SNS, diz governo

Ainda assim, o governo não vai aliviar restrições antes da reunião no Infarmed, marcada para dia 27 de julho.

A ministra da Presidência garantiu hoje que a resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está controlada, ao nível dos internamentos e dos cuidados intensivos, apesar do crescimento do número de casos de covid-19.

Do ponto de vista dos internamentos e dos doentes em cuidados intensivos, estando a crescer, os números crescem sempre menos do que o número de casos e a situação encontra-se controlada do ponto de vista da resposta do SNS”, afirmou Mariana Vieira da Silva em conferência de imprensa.

Após o Conselho de Ministros, a governante recordou que está agendada para dia 27 uma reunião com especialistas no Infarmed e que, até lá, o Governo não tomará nenhuma outra decisão, aguardando os resultados do encontro.

“Existindo um momento de avaliação da situação do país e de perspetivas de evolução para os próximos meses, o Governo entende que é nesse momento que deve tomar as decisões que tiver de tomar, procurando, até lá, cumprir as restrições que hoje temos, de modo a conter o crescimento da pandemia”, adiantou a ministra.

Segundo Mariana Vieira da Silva, o executivo tem “dito desde o início da implantação da variante Delta”, já predominante em todo o país e considerada mais transmissível, que Portugal iria registar uma fase de crescimento de casos de infeção pelo novo coronavírus.

“Importa contê-la para que ela não seja rápida do que a nossa capacidade de vacinação e é isso que fazemos até final do mês”, assegurou a ministra da Presidência.

A ministra da Presidência afirmou ainda que o Governo está disponível para “melhorar” a matriz de risco da pandemia da covid-19, depois da reunião de especialistas prevista para dia 27 de julho.

“O Governo não faz da matriz de risco que apresentou a única possível e está sempre disponível para a melhorar. Agora, nós ganhamos com a previsibilidade e com a utilização no tempo do mesmo instrumento”, disse a ministra, na conferência de imprensa que se seguiu a Conselho de Ministros.

“Chegaremos ao Infarmed [a reunião que junta peritos e políticos] prontos para ouvir em que situação nos encontramos, que medidas podem vir a ser necessárias e que sistemas de acompanhamento podem acontecer a partir de agora, no momento em que temos uma percentagem muito significativa da população adulta já vacinada e todas as idades de maior risco já vacinadas”, acrescentou.

Mariana Vieira da Silva considerou que a atual matriz foi “muito útil” entre março e junho deste ano na “resolução de muitos problemas” que surgiram “no território” e deu como exemplo o surto de Odemira, que “está hoje numa zona de baixo risco”.

A ministra lembrou que “a matriz de risco é um instrumento que resulta de várias propostas de peritos” e “tem a vantagem de ser compreensível” e permitir “que cada concelho possa antecipar as medidas com as quais pode vir a viver nas semanas seguintes”.

LUSA

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