23 Fev, 2024

Sindicato dos Médicos defende obrigatoriedade da existência de médico próprio nas ERPI

A existência de médico próprio nas ERPI permite prestar melhores cuidados e evita idas desnecessárias às urgências, defendem também médicos com competência em Geriatria.

Sindicato dos Médicos defende obrigatoriedade da existência de médico próprio nas ERPI

“Foi apresentada uma proposta sistematizada de assistência médica nas ERPI em reunião efetuada com a Secretária de Estado da Segurança Social, lamentavelmente sem retorno”,  avança, em comunicado, o SIM.

Como se acrescenta na mesma nota: “Os médicos de família não são obrigados a colmatar as insuficiências das instituições, muitas das quais privadas, e do próprio Estado, já que no seu conteúdo funcional não faz parte a prestação de trabalho nas ERPI.”

No entender da estrutura sindical, com esta medida evitar-se-ia “o desvio de recursos do Serviço Nacional de Saúde para as ERPI”.
Recorde-se que a obrigatoriedade da existência de um médico nas ERPI é também defendida pela Associação dos Médicos dos Idosos Institucionalizados (AMIDI). Em declarações ao SaúdeOnline, João Gorjão Clara, presidente da AMIDI, alertou para a necessidade de se alterar a lei.

Não há qualquer lei que obrigue as ERPI a contratar médico. Obriga a contratar enfermeiro, mas não obriga a contratar médico. Numas [o médico] vai uma vez por semana, noutras duas vezes, noutras vai quando é chamado e nalguns casos quando o doente precisa é enviado para as urgências. É esta a realidade”, explicou.
Uma situação que é “muito preocupante”, segundo o responsável, e que acaba por desencadear vários outros problemas, alguns graves. “Como não existe um acompanhamento regular por parte de um médico, estas patologias acabam por agudizar, levando o idoso às urgências hospitalares, quando muitos destes episódios de doença poderiam ser evitados ou até controlados nas ERPI.”
MJG
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