Sindicato denuncia falta de enfermeiros nos hospitais do Porto

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses denunciou hoje a carência destes profissionais nos hospitais do Porto, tendo salientando a situação do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia onde "apesar de estarem em falta, 37 poderão ser dispensados"

Em declarações à Lusa, Fátima Monteiro, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), explicou que “os contratos a prazo destes 37 enfermeiros, terminam no final deste mês, ou seja, no próximo domingo”.

Segundo Fátima Monteiro, o sindicato já questionou a enfermeira diretora do CHVNG/Espinho sobre “a situação de iminente despedimento destes profissionais que, apesar de estarem a dar resposta a necessidades permanentes, detêm um vínculo precário, terminando o seu contrato no final do mês”.

Referiu ainda o SEP que “os serviços onde trabalham os mencionados enfermeiros, a serem despedidos, entrarão em rutura, sendo posta em causa a qualidade dos cuidados devidos aos doentes pelo CHVN/Gaia”.

A dirigente sindical lembrou o compromisso do Ministério da Saúde de regularizar e renovar todos os contratos, desde que devidamente fundamentados pelos Conselhos de Administração.

A administração do CHVNG/Espinho disse que “já iniciou o processo de reconversão contratual dos 37 enfermeiros contratados ao abrigo do Plano de Contigência – Módulo Inverno, aguardando uma solução rápida para esta situação”.

De acordo com Fátima Monteiro, “por ausência de autorização de contratação de enfermeiros pelo Ministério da Saúde, vários hospitais da Área Metropolitana do Porto poderão ser obrigados a encerrar serviços para conseguirem manter os restantes em funcionamento, com o número adequado destes profissionais”.

“Na maioria dos hospitais da região, assiste-se à mobilização de enfermeiros entre serviços, a uma gestão por vezes diária da alocação de recursos humanos, à ausência de períodos de integração dos profissionais, a um número crescente de horas em débito, a alterações de horários laborais muitas vezes sem aviso prévio e sem consentimento dos profissionais – com todos os prejuízos ao nível da segurança na prestação de cuidados e na vida pessoal e familiar dos enfermeiros”, afirma o SEP.

Acrescenta que “em todas as reuniões no Ministério da Saúde, e na de 22 de março com o ministro Adalberto Campos Fernandes, foi reafirmado por este que todos os pedidos de contratação seriam autorizados. Mais, foi afirmado que todos os enfermeiros contratados ao abrigo do plano de contingência da gripe, desde que necessários, os contratos seriam renovados ou convertidos em contratos por tempo indeterminado”.

“É inadmissível a situação que se vive nas instituições tanto mais que são conhecidas milhares de horas em dívida aos enfermeiros, por trabalho efetuado e não pago, resultante precisamente da carência destes profissionais”, frisou.

LUSA/SO/SF

 

Gedeon Richter

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