Simpósio da Fundação Bial no Porto debate experiências de fim de vida entre 8 e 11 de abril
O encontro da Bial pretende promover “o diálogo interdisciplinar entre diferentes abordagens - científicas, filosóficas e culturais -, para explorar o que é cientificamente conhecido sobre os processos biológicos que ocorrem quando a vida termina”.

A 15.ª edição do simpósio “Aquém e Além do Cérebro”, promovido pela Fundação Bial, vai decorrer no Porto, entre 8 e 11 de abril, e será dedicada ao tema das experiências de fim de vida, anunciou hoje a organização.
De acordo com um comunicado, o encontro pretende promover “o diálogo interdisciplinar entre diferentes abordagens — científicas, filosóficas e culturais — para explorar o que é cientificamente conhecido sobre os processos biológicos que ocorrem quando a vida termina”. As inscrições para o evento, que terá lugar na Casa do Médico, encontram-se abertas.
O programa abordará igualmente a forma como diferentes culturas interpretam a morte e se a experiência do morrer pode alterar a compreensão da realidade.
A sessão de abertura, no dia 8 de abril, será proferida pelo neurocientista norte-americano Christof Koch. Entre os oradores confirmados contam-se ainda o francês Michael Rera, o dinamarquês Daniel Kondziella e a norte-americana Marjorie Woollacott.
O psicólogo Etzel Cardeña participará numa sessão dedicada às experiências de quase-morte, enquanto a investigadora portuguesa Bárbara Gomes refletirá sobre “o que é mais importante para as pessoas nos seus últimos momentos de vida”. Fanny Charrasse apresentará, por sua vez, interpretações xamânicas e psicológicas sobre o fim de vida.
Paralelamente às sessões principais, o simpósio inclui quatro oficinas participativas, apresentações orais de trabalhos científicos apoiados pela Fundação Bial e uma mesa-redonda no último dia do evento.
Segundo o presidente da comissão organizadora, o psicólogo belga Axel Cleeremans, esta edição não pretende “tanto trazer novos dados para a comunidade, mas sim promover a troca de ideias num formato aberto e criativo”.
“Um dos aspetos centrais dos debates centrar-se-á na tensão entre as abordagens estritamente científicas da morte e as abordagens mais espirituais, que muitas vezes deixam em aberto a possibilidade de uma existência continuada após a morte”, explicou.
SO/LUSA
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