19 Mar, 2019

Santa Maria reduz serviço de neonatologia pela segunda vez num ano

Serviço tinha 22 camas em julho mas agora fica reduzido a 13. Em causa está a falta de enfermeiros.

A falta de enfermeiros levou o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, a reduzir de 18 para 13 as camas no serviço de neonatologia, escreve o Diário de Notícias. O hospital admite que se trata de uma “solução de contingência”, de modo a minimizar o risco para bebés e profissionais. É a segunda vez que acontece em menos de um ano.

Num documento interno, refere-se que a situação que afeta a unidade é “conhecida desde há cerca de um ano”. A decisão de reduzir a capacidade do serviço foi tomada no dia 4 de março pela diretora clínica do Santa Maria, Margarida Lucas. “Atendendo à escassez de elementos da equipa de enfermagem” e “face às dificuldades de contratação, não vejo que tenhamos outra alternativa ao proposto encerramento das camas”, escreveu.

O serviço fica assim reduzido a 13 camas (oito nos cuidados intensivos e cinco nos cuidados intermédios). Esta medida, tomada no serviço de neonatologia do maior hospital do país, não é inédita. Em julho do ano passado, já tinha havido uma redução de 22 para 18 camas.

Ao diretor do serviço de Obstetrícia, Diogo Ayres de Campos, esta situação causa-lhe “muita preocupação”, podendo agravar a necessidade de transferir mais mulheres com gravidezes de risco para outros estabelecimentos de saúde. A solução encontrada não cumpre os rácios recomendados: neste momento, o serviço funciona com um rácio de um enfermeiro para dois recém-nascidos em cuidados intensivos e de um enfermeiro para cinco recém-nascidos em cuidados intermédios.

O hospital alerta para a necessidade de contratar mais enfermeiros. Atualmente, seis profissionais da equipa de neonatologia estão de baixa e um saiu em janeiro. Entretanto, a ministra da Saúde já respondeu a um das principais problemas: foi publicado um despacho esta segunda-feira que dá aos hospitais autonomia para contratar profissionais de saúde que venham substituir os que saíram definitivamente ou se ausentarem” por pelo menos 120 dias.

Tiago Caeiro

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