18 Jun, 2019

Santa Maria abre inquérito a morte de Ruben de Carvalho

A administração decidiu abrir um inquérito na sequência de notícias sobre eventual negligência no internamento do histórico dirigente do PCP.

Fonte oficial do Centro Hospitalar, que integra o hospital Santa Maria, disse à agência Lusa que, “após as notícias vindas a público”, foi decidido “abrir um processo de inquérito”.

Hoje, fonte oficial da Procuradoria-Geral da República confirmou à Lusa que o Ministério Público abriu um inquérito para apurar eventual negligência hospitalar no internamento de Ruben de Carvalho.

“Confirma-se a existência de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa”, respondeu a Procuradoria à agência Lusa, após questionada sobre uma investigação relacionada com eventual negligência na morte do dirigente comunista.

De acordo com a PGR, a investigação “não tem arguidos constituídos”. O histórico dirigente comunista morreu em 11 de junho e o funeral realizou-se no domingo em Lisboa.

Segundo o jornal Observador, Ruben de Carvalho deu entrada no hospital de Santa Maria com queixas na vesícula e três a quatro semanas antes da morte, sofreu uma queda enquanto estava internado — em circunstâncias agora sob investigação — e bateu com a cabeça, tendo alegadamente entrado depois em coma.

Ruben de Carvalho era o único membro do atual Comité Central do PCP que tinha estado preso nas prisões da PIDE, a polícia política da ditadura finda em 25 de Abril de 1974.

Aderiu ao Partido Comunista Português em 1970. Foi funcionário do partido entre 1974 e 1997 e era membro do Comité Central desde 1979.

Tinha 74 anos e era o único membro no atual Comité Central do PCP que tinha estado preso nas cadeias da PIDE durante o Estado Novo.

LUSA

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