23 Dez, 2021

Reino Unido ultrapassa as 100 mil infeções num só dia, um novo recorde

Apesar dos números, o Governo decidiu não impor novas medidas de contenção em Inglaterra antes do Natal para além do uso de máscaras e do teletrabalho.

Pela primeira vez desde o início da pandemia, o Reino Unido registou esta quarta-feira mais de 100 mil casos de covid-19 em 24 horas, em parte devido à variante Ómicron, levando algumas regiões a anunciar novas restrições antes do Natal.

No total, foram notificados 106.122 novos casos e 140 mortes, contra 90.629 casos e 172 no dia anterior, somando 147.573 mortes desde o início da pandemia.

Na terça-feira estavam hospitalizadas 8.008 pessoas infetadas, mais 4% do que na semana passada.

Em Londres, onde se estima que a variante Ómicron já represente 90% dos contágios, o número de hospitalizações diárias aumentou 78% numa semana, tendo atingido 301 na segunda-feira, cerca de um terço do máximo de 977 no início de janeiro.

Segundo o site Politico, dados preliminares analisados pela Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido (UKHSA) indicam que a variante está a causar sintomas menos graves à maioria dos britânicos do que variantes anteriores, diminuindo o risco de internamento.

Porém, tal pode dever-se ao facto de muitas pessoas já estarem vacinadas ou terem imunidade de uma infeção prévia e não porque a variante identificada na África do Sul é menos perigosa.

A UKHSA concluiu que, mesmo assim, poderá não ser possível evitar um grande número de hospitalizações por causa da transmissibilidade elevada da Ómicron, adiantou o Politico.

O Governo britânico decidiu não impor novas medidas de contenção em Inglaterra antes do Natal para além do uso de máscaras e do teletrabalho, tendo o primeiro-ministro, Boris Johnson, prometido que iria esperar por mais dados.

Pelo contrário, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, que já tinham aquelas medidas em vigor, emitiram instruções sobre o número de pessoas que podem sociabilizar e restrições para o setor da restauração.

Entretanto, o Governo britânico anunciou hoje a redução de dez para sete dias do período de isolamento em Inglaterra para vacinados que contraíram o coronavírus.

Por outro lado, o Comité Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI), que aconselha o Governo sobre a vacinação, recomendou que apenas as crianças entre os cinco e os 11 anos clinicamente vulneráveis sejam vacinadas com uma primeira dose.

Até agora, o Reino Unido tem adotado uma posição muito mais cautelosa sobre as imunizações infantis do que outros países, deixando para mais tarde um parecer sobre a vacinação deste grupo etário porque a maioria tem um “risco muito baixo de ficar gravemente doente”, explicou o co-presidente do JCVI, Wei Shen Lim.

O JCVI recomendou também doses de reforço para os jovens dos 12 aos 17 anos.

Hoje foram administradas um recorde de 968.665 terceiras doses de vacinas contra a covid-19, parte de um esforço para chegar a todos os adultos até ao final de dezembro.

No total, 82% da população britânica com mais de 12 anos recebeu duas doses e 53,6% já foi inoculada com três doses.

LUSA

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