21 Jun, 2021

Rastreios aos casos de infeção sofrem atraso. 17% são feitos fora do prazo

Os rastreios epidemiológicos fora do período de 24 horas estão a aumentar, tendo passado para mais do dobro - o que dificulta o seguimento das cadeias de transmissão.

O relatório de monotorização divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), na última sexta-feira, revela que houve um aumento significativo dos casos isolados e com rastreios epidemiológicos fora do prazo de 24 horas. Entre os dias 10 a 16 de junho, 17% dos inquéritos/rastreios à rede de contactos das pessoas infetadas foram realizados com atraso.

Com os diagnósticos em Lisboa a aumentarem significativamente de uma semana para a outra, segundo as contas da DGS e do INSA os rastreios em atraso passaram de 485 para 1054 numa semana. Em março, foi estabelecida uma linha vermelha de que os inquéritos dentro do prazo deviam manter-se acima dos 90%, algo que não acontece há três semanas, sendo o valor na última semana de 83% devido à situação em Lisboa.

Dados do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge revelam que a variante delta domina na região de Lisboa, confirmando as estimativas dos especialistas (60%) e na região Norte ainda é inferior a 15%. Esta variante é 60% mais transmissível, e fez com que Portugal se tornasse no terceiro país europeu onde se tornou dominante, depois do Reino Unido e da Rússia.

Na última semana, foram diagnosticados mais de 7 mil casos no país, sendo que 5 mil são na região de Lisboa. Além dos diagnósticos, os internamentos também estão a aumentar, em ritmo lento, e os especialistas estimam que esta semana se chegue à linha vermelha de ocupação em unidades de cuidados intensivos. A nível nacional foi fixado o patamar de 245 doentes com covid-19 em UCI, sendo o limiar de 88 em Lisboa.

 SO

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