11 Fev, 2022

Quase metade das consultas feitas à distância nos centros de saúde de Bragança

Do total de 465 885 consultas realizadas nos centros de saúde em 2021, 222 414 decorreram à distância.

Quase metade das consultas realizadas nos centros de saúde do distrito de Bragança, durante o ano de 2021, foram feitas à distância, embora as presenciais tenham aumentado em relação ao ano anterior, revelam dados divulgados pela Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste.

A atividade nos centros de saúde aumentou no ano de 2021, tal como aconteceu com a assistência hospitalar, para valores próximos do pré-pandemia, nomeadamente do ano 2019. Nos cuidados primários, o atendimento à distância recebe algum destaque no balanço final da ULS do Nordeste.

No ano de 2021, foram realizadas nos 14 centros de saúde 465 885 consultas, sendo que, destas, 222 414 são contactos à distância, ou seja, não presenciais, e incluem também os casos de infeção pelo novo coronavírus que têm sido acompanhados pelos médicos de família.

O número total, que inclui consultas presenciais, não presenciais e a chamada consulta aberta, é superior ao somatório de 2019, o ano anterior ao início da pandemia de covid-19, que restringiu ou suspendeu globalmente o acesso aos serviços de saúde, sobretudo em 2020, com uma redução na assistência a situações não relacionadas com o novo coronavírus.

Em relação ao primeiro ano da pandemia, todos os números estão a aumentar na prestação de cuidados primários, com um crescimento de 60% dos contactos de enfermagem que totalizaram mais de 504 mil em 2021.

As realizadas por outros profissionais de saúde – que englobam consultas de nutrição, psicologia e podologia – acompanharam também a tendência crescente da atividade assistencial, tendo sido realizadas um total de 11.465 consultas em 2021.

O número aproxima-se do pré-pandemia, tendo em conta que, em 2019, estas especialidades acessíveis nos centros de saúde da região somaram 12.518 consultas.

A ULS do Nordeste destaca, em comunicado, que “o aumento significativo da atividade nos cuidados de saúde primários é o reflexo da retoma da atividade clínica programada” e elogia o “importante contributo” dos cuidados primários na resposta à pandemia, nomeadamente ao nível da vacinação, da testagem, atendimento e acompanhamento de doentes.

LUSA

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