27 Jul, 2021

Qualidade de sono dos portugueses piorou desde o início da pandemia

De acordo com um estudo realizado pela Deco Proteste, o contexto pandémico teve um impacto no sono, na saúde mental e no peso dos portugueses.

Segundo os resultados de um inquérito realizado em junho deste ano, os portugueses dizem dormir pior desde o início da pandemia. O contexto pandémico também influenciou a saúde mental e a manutenção da qualidade de vida da população portuguesa.

De acordo com o estudo promovido pela Deco Proteste, “apenas 7% dos 940 inquiridos referiram dormir mal na maioria ou em todas as noites durante o período anterior à pandemia (fevereiro de 2020), um valor que subiu para 15 a 17%, quando se recordam da qualidade do seu sono desde o primeiro confinamento até ao dia do inquérito”.

Segundo acrescenta a organização promotora, em comunicado, “as mulheres têm dormido pior do que os homens”, uma vez que enquanto “61% dos homens inquiridos diz dormir bem a maioria ou todas as noites, já apenas 49% das mulheres relatam a mesma experiência”.

Ainda assim, apesar da perda de qualidade do sono desde março de 2020, a situação pandémica provocada pelo vírus SARS-CoV-2 não registou qualquer efeito no consumo de medicamentos para o sono. “Antes da pandemia, 76% dos inquiridos diziam nunca ter tomado nenhum deste tipo de medicamentos, valor que se manteve durante os dois confinamentos e desde maio de 2021”.

No entanto, a saúde mental dos portugueses foi afetada, sendo que “mais de 60% das mulheres salientaram o impacto deste contexto” nesta área, “o que contrasta com a perceção de 60% dos homens que negam qualquer relação negativa entre a pandemia e o seu bem-estar”. O mesmo estudo revelou ainda que “61% das mulheres e 55% dos homens admitem ter ganho peso durante este período”.

“A covid-19 teve um impacto considerável na ansiedade dos portugueses”, começou por explicar o public affairs da Deco Proteste, Bruno Santos. “A quebra de rotinas sociais estão a ter efeitos a médio-prazo, entre os quais a diminuição da qualidade de sono das pessoas, atendendo ao aumento dos níveis de stress, às limitações de liberdade e às alterações constantes e necessárias ao combate da pandemia”.

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