Programa Humaniza apoiou mais de 86 mil doentes e familiares em sete anos
Mais de 86 mil pessoas com doenças avançadas e respetivas famílias receberam apoio médico, psicológico e social através do Programa Humaniza desde 2018. A iniciativa, apoiada pela Fundação “la Caixa”, atua em hospitais, domicílios e lares, em complemento aos cuidados do SNS.

O Programa Humaniza da Fundação “la Caixa” apoiou mais de 86 mil pessoas com doenças avançadas e familiares nos últimos sete anos, através de equipas multidisciplinares que prestam apoio psicológico, social e espiritual em articulação com o Serviço Nacional de Saúde.
Desde 2018, o programa acompanhou 38.576 doentes e 47.548 familiares, segundo dados divulgados pela organização.
Só em 2025, mais de 7 mil doentes e 9.100 familiares beneficiaram deste apoio, assegurado por equipas compostas por psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, médicos e voluntários, com intervenção em hospitais, domicílios, lares e instituições sociais.
O programa dirige-se a pessoas com doenças crónicas complexas e avançadas, como cancro, doenças cardíacas ou esclerose múltipla, entre outras.
Segundo Bárbara Gomes, consultora científica do Programa Humaniza em Portugal e investigadora em cuidados paliativos da Universidade de Coimbra, trata-se de doentes com elevado impacto clínico e social, independentemente de terem um prognóstico de meses ou anos.
A responsável sublinha que o programa é gratuito para os utentes e que o acesso pode ser feito através dos profissionais das Unidades Locais de Saúde ou por informação disponível na fundação.
De acordo com dados de avaliação recolhidos em 2025, 80% dos doentes e familiares classificaram o apoio recebido como “muito” ou “extremamente útil”.
A iniciativa integra 11 equipas de apoio psicossocial, compostas sobretudo por psicólogos e assistentes sociais, que atuam em 19 hospitais e 37 lares de idosos em todo o país, incluindo Açores e Madeira.
Estas equipas acompanharam, só em 2025, mais de 6.500 doentes e mais de 8.100 familiares.
O programa inclui ainda cinco equipas domiciliárias de cuidados paliativos em Portugal continental, constituídas por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, uma das quais dedicada a apoio pediátrico.
Estas equipas prestam acompanhamento no domicílio com foco no conforto, dignidade e qualidade de vida dos doentes. No ano passado, apoiaram mais de 500 utentes e mais de mil familiares.
Bárbara Gomes lembra que uma das motivações para lançar o programa em Portugal, em 2018, foi a insuficiência da resposta em cuidados paliativos, particularmente ao nível domiciliário.
“Existem poucas equipas de cuidados domiciliários em Portugal”, assinalou.
Criado em Espanha em 2008, o Programa Humaniza integra a atividade da Fundação “la Caixa”, organização que financia projetos sociais, científicos e educativos e que iniciou atividade em Portugal em 2018.
LUSA/SO
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