9 Fev, 2021

Portugal conseguiu travar crescimento da variante britânica

Prevalência desta variante ficou-se pelos 16% a meio de janeiro, um cenário muito mais positivo do que aquele que se chegou a perspetivar.

A variante britânica do SARS-CoV-2, considerada mais contagiosa e causadora de doença mais grave, está a perder força em Portugal e ainda não se tornou dominante no nosso país, como apontavam as previsões.

Desviámo-nos completamente da curva projetada. Passámos a entrar num plateau e isso são ótimas notícias“, sublinhou João Paulo Gomes, investigador do Instituto Ricardo Jorge.

Hoje, na reunião do Infarmed, o especialista avançou que foram identificados 125 mil casos da variante do Reino Unido, o que representa 16% de prevalência no país na segunda semana de janeiro. As previsões apontavam para uma incidência de 65% a meio de fevereiro, cenário que agora parece afastado.

Cerca de 7% dos casos são da variante da Califórnia, uma estirpe particularmente preocupante porque, segundo o especialista, “altera o domínio de ligação às células” e “pode alterar o reconhecimento por anticorpo”, o que significa uma dificuldade acrescida na eliminação do vírus pelo corpo e que pode dificultar a imunização por vacina.

Por outro lado, surgiram apenas dois casos da variante sul-africana (esta última, que, já se sabe, diminui significativamente a eficácia da vacina da AstraZeneca). Os dois casos estão associados a viagens e o seu potencial de transmissão já foi contido.

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