5 Jun, 2019

Politécnico de Leiria apresenta plataforma para ajudar médicos a monitorizar doentes

O Politécnico de Leiria apresenta hoje o projecto MOVIDA, uma plataforma de monitorização da atividade física, que implementa vários programas na área da Saúde.

O Politécnico de Leiria apresenta hoje a plataforma MOnitorização da atiVIDAde física (com a sigla MOVIDA), que pretende ajudar os médicos a monitorizar os doentes, segundo declarações dos investigadoraes à agência Lusa.

“No início, as pessoas cumprem direitinho o que o médico recomenda, mas depois deixam de o fazer. Era importante arranjar uma forma de prescrever e monitorizar, para perceber se a pessoa cumpriu”, explicou o investogador Rui Fonseca Pinto.

A plataforma é um dos projetos a ser desenvolvidos no ciTechCare – Centro de Inovação em Tecnologias e Cuidados de Saúde do Politécnico de Leiria, em parceria com o Centro Hospitalar de Leiria (CHL), a Unidade de Saúde Familiar Santiago, em Leiria, a Câmara de Leiria e os Politécnicos de Tomar e de Castelo Branco.

O propósito deste programa é acompanhar os vários tipos de doença, nomeadamente a doença metabólica (MOVIDA.cronos), a reabilitação cardíaca (MOVIDA.eros), acompanhar e quantificar movimentos dentro de casa (MOVIDA.domus) e ainda aceder a um treino integrado num circuito de manutenção com o objetivo de manter ou melhorar a condição física em utilizadores saudáveis (MOVIDA.polis).

O vice-presidente do Politécnico de Leiria, Nuno Rodrigues, disse que os sistemas de desenvolvimento tecnológico para dispositivos médicos que estão a ser estudados nos diferentes projetos da instituição “permitem fazer o rastreamento e a prevenção de doenças”, garantindo uma “monitorização em tempo real”, permitindo assim “ter uma ideia de como o doente está a evoluir”.

“Mais do que prescrever exames, teremos a capacidade de monitorizar em permanência o paciente e detetar os sinais que permitirão ao médico, de uma forma atempada, ter uma intervenção”, realçou.

“Há claramente uma aposta da instituição na área da saúde, que é cada vez mais pluridisciplinar. Queremos colocar ao serviço da saúde muitas das tecnologias emergentes, que levarão a novas formas de tratamento ou de gestão e que permitirão uma maior eficiência das instituições”, acrescentou.

Com o objetivo claro de “continuar a curar”, Nuno Rodrigues defendeu que a instituição pretende “mudar para o paradigma de prevenção e de prestação de tratamentos mais eficientes e que promovam a melhor qualidade de vida“.

Para tal, as “várias áreas de conhecimento devem ser partilhadas, valorizando o conhecimento quer com as instituições quer com as empresas e prestadores de cuidados de saúde, mas envolvendo estudantes, professores e investigadores” deste Politécnico.

A  iniciativa do programa ciTechCarem, que se situa no campus 5, fica localizado lado a lado com o hospital de Santo André, unidade do CHL.

“Uma das componentes importante nestas infraestruturas é a partilha do campus com o CHL, um dos nossos parceiros fundamentais nesta área. Há um espaço reservado para investigadores quer do CHL quer de outros parceiros, pois queremos promover essa colaboração ainda mais próxima com os nossos docentes, bolseiros e estudantes”, explicou o vice-presidente.

Nuno Rodrigues salientou que “isto é um pouco o concretizar da visão holística do Politécnico de Leiria – ter um ensino ligado a uma investigação aplicada relacionada com uma atividade forte de partilha e valorização do conhecimento com os parceiros“.

Lusa / SO

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