14 Mai, 2019

“Parece ser moda ter filhos depois dos 40”. Mortalidade materna atinge máximos de quase 30 anos

Especialista e DGS alertam para perigos das gravidezes tardias. Não morriam tantas mulheres no parto e durante a gestação desde 1991.

É uma tendência que está a preocupar a comunidade médica. A mortalidade materna tem estado a crescer desde 2013 e atingiu, em 2017, um valor que já não se via em Portugal desde 1991, segundo avança o Jornal de Notícias.

Em 2017, registaram-se 10,4 óbitos maternos por cada 100 mil nados vivos em Portugal, valores que não se viam há quase três décadas. Ou seja, em valor absoluto, morreram 9 mulheres na sequência de parto ou gravidez (em 1991, tinham sido 12). “Desde 2013 que está a subir ao ritmo de uma morte por ano. Nove mulheres é uma subida importante e significativa”, alerta a Ordem dos Médicos.

O presidente do Colégio de Especialidade de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos, João Bernardes, até admite que o balanço final de mortes possa ser superior e pede uma análise pormenorizada dos números, como está a acontecer com a mortalidade infantil.

Em declarações à TSF, Luís Graça, presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal diz que o “mais importante neste momento é tentar perceber qua